Informática
12/11/2008 - 22h16

Ações do Google caem e chegam ao menor valor desde 2005

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da Reuters, em San Francisco
da Folha Online

As ações do Google caíram 6,5% nesta quarta-feira (12), ficando abaixo dos US$ 300 pela primeira vez desde o fim de 2005 --os papéis da empresa já perderam 50% do valor neste ano na bolsa eletrônica Nasdaq. Analistas afirmam que a crise financeira mundial está causando impacto no orçamento publicitário das empresas, afetando o principal negócio do Google, os links patrocinados.

O analista do Citigroup Mark Mahaney disse em relatório que os índices de crescimento da publicidade on-line devem cair no quarto trimestre deste ano para as principais empresas de comércio eletrônico, como Ebay e Amazon. A queda também será sentida no Google.

Mahaney reduziu suas estimativas para a receita líquida e o lucro do Google no quarto trimestre deste ano em 3%, prevendo receita de US$ 4,16 bilhões. Ele também reduziu a expectativa para 2009, em 5%, para um faturamento de US$ 17,46 bilhões.

O Google registrou um lucro líquido de US$ 1,346 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números superaram as expectativas dos analistas, que tinham previsto que a crise econômica e a recuperação do dólar já afetariam o site de buscas.

No mês passado, o novo presidente do Google no Brasil afirmou que o mercado de internet pode sair fortalecido da crise. Ele afirma disse que o setor pode atrair verbas de outras mídias, que são mais caras.

"Podemos atrair pequenos 'budgets' [orçamentos]. Em um momento de corte de custos, podemos mostrar os benefícios de um sistema mais focado, mensurável", diz o executivo, referindo-se principalmente aos links patrocinados.

De uma certa forma, o Google já trabalha para cortar custos e enfrentar a crise financeira. Mostra disso é que a empresa tem mudado sua política sobre a alimentação dos funcionários, restringido comida grátis, entre guloseimas e refeições.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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