Internautas marcam "flash mob" na av. Paulista
da Folha Online
Internautas e ciberativistas marcaram para esta sexta-feira (14), às 18h, um protesto na forma de "flash mob" na av. Paulista (região central de São Paulo), em frente ao prédio da TV Gazeta.
"Flash mobs" são aglomerações-relâmpago, organizadas pela internet e geralmente sem qualquer objetivo ou função de protesto. Esse tipo de manifestação ficou famosa há cerca de cinco anos, quando surgiu em várias metrópoles pelo mundo, mas acabou saindo de moda.
Os internautas esperam reunir pessoas para protestar contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que define os crimes praticados pela internet e demais sistemas eletrônicos de dados.
O projeto determina que empresas de todos os portes e provedores de internet terão de armazenar registros de acesso, como horário de entrada e saída da web, por três anos. Quem não cumprir com essa obrigação pagará multa que vai de R$ 2.000 a R$ 100 mil, independentemente do ressarcimento por perdas e danos às vítimas de golpes.
Outro ponto polêmico é o que define a segurança dos dados armazenados, a auditoria a que eles serão submetidos e a autoridade competente pela auditoria. De acordo com o projeto, esses temas serão definidos por meio de decreto presidencial, sem passar pelos trâmites do Congresso.
"A idéia é nos reunirmos por 30 segundos no canteiro central da av. Paulista, em frente à Gazeta (altura do nº 900)", convoca a mensagem dos manifestantes, pela internet. As pessoas devem levar uma folha sulfite com os dizeres "Não ao PL Azeredo".
"Os artigos do projeto substitutivo do senador Azeredo implantam uma situação de vigilantismo, não impedem a ação dos crackers, mas abrem espaço para violar direitos civis básicos", diz o e-mail. Azeredo alega que o projeto de lei visa coibir "criminosos, não pessoas comuns".

