Depois de quatro meses, Google fecha concorrente do Second Life
da Folha Online
O Google anunciou nesta quarta-feira (19) que vai fechar o aplicativo de realidade virtual Lively, quatro meses após o lançamento do projeto. O sistema vai funcionar apenas até o fim do ano. Segundo a empresa, o objetivo é "priorizar as pesquisas e se focar em seus serviços-chave de buscas, publicidade e aplicativos".
No programa on-line, os usuários podem interagir em ambientes e com outros objetos que imitam a vida real. O serviço foi lançado cinco anos depois do Second Life, numa época em que o programa de realidade virtual já não tinha o mesmo vigor.
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| No Lively, usuários podem personalizar avatares e decorar o "mundo on-line" |
O crescimento do mundo virtual da Linden Lab perdeu impulso após o período de rápida expansão.
Especialistas apontam que o caráter sexual de grande parte do conteúdo e o controle frágil de propriedade intelectual dentro do SL esvaziaram o produto. Empresas que investiram na brincadeira começaram a sair da empreitada de fininho.
No lançamento, o Google afirmou que o Lively iria atrair mais interesse por não estar "preso" a apenas um sistema, como o Second Life, e não cobrar nada dos usuários. Depois de instalar o aplicativo, é possível usar o Lively por meio de outros portais, como redes sociais e blogs.
Aposta errada
Em comunicado oficial, o Google trata o Lively como "experimentação", mas admite que "nem todas as apostas são bem-sucedidas quando se assume esse tipo de risco". A empresa afirma que foi uma "difícil decisão" fechar o sistema e que "todo mundo que trabalhou nesse projeto será transferido para outras equipes".
No Lively, é possível criar espaços virtuais em sites, personalizar avatares e decorar o "mundo on-line" com fotos e vídeos em streaming do YouTube, do Picasa e outras fontes. Também se pode construir ambientes como apartamentos, ranchos e terraços com cenários de cidades ao fundo.


