Informática
21/11/2008 - 17h33

Deterioração da economia reduz estimativas de venda de PCs

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da Reuters, em Taipei
da Folha Online

A empresa de pesquisas iSuppli revisou drasticamente, para baixo, sua estimativa de crescimento das vendas de computadores pessoais em 2009, diante da rápida deterioração das condições dos mercados globais, o que enfraquece a demanda por PCs.

A iSuppli agora espera que as vendas de computadores cresçam 4,3% em 2009 --antes, a previsão era de 11,9%. A empresa também reduziu a expectativa de desempenho do setor em 2010, para um crescimento de 7,1%, ante estimativa inicial de 9,4%.

'O resultado da turbulência financeira é menos dinheiro a ser gasto", afirma o analista Matthew Wilkins, da iSuppli. 'Com menos dinheiro, mercados como os de PCs são impactados.'

A iSuppli afirma que as vendas de desktops devem cair 5% no ano que vem, enquanto a comercialização de notebooks deve crescer 15%, alavancada principalmente pelos ultraportáteis --estes computadores vêm crescendo em vendas desde o ano passado, principalmente nas regiões de Europa, Oriente Médio e África.

Prova disso é que, pela primeira vez desde a fusão com a Compaq, no terceiro trimestre deste ano a HP perdeu a liderança nessas regiões --a Acer, que tem participação mais forte nos ultraportáteis, ficou com a posição. Entretanto, fora dos ultraportáteis, a perspectiva para a indústria em geral é pior.

Comentários dos leitores
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
Ontem ouvi no rádio um jornalista que fala sobre o mundo automotivo dizer que não houve tsunami e nem marola por que o brasileiro continua comprando carros. Ora, um habito comum ao brasileiro é a ostentação, para isso muitos se endivida para adquirir bens que não são compatíveis com seu nível de vida. Esse fenômeno podemos observar principalmente com três bens de consumo:
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
sem opinião
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Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Condenado a 150 anos e cobertura confiscada.
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
3 opiniões
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M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
Herança da crise:
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira acumula queda de 5,1% nos últimos doze meses encerrados em maio, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1991, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."
Um dado interessante é que, a redução do IPI como forma de incentivar o comércio e fazer o dinheiro continuar girando teve uma variável inesperada, o consumidor não desfrutou deste desconto integralmente (em média de 5%). .Em alguns casos o desconto do consumidor foi de apenas 2% , o resto foi agregado ao lucro do comerciante, distribuidor ou produtor. Esse percentual é apenas metade do IPCA do primeiro trimestre, ou seja não cobriu nem a inflação durante a metade do período da crise..
Ai fica a pergunta, esse desconto de 2% (que não consegue motivar consumidores que foram ás compras), o que levou as pessoas a comprarem? Conhecendo o brasileiro, sabemos que ele é um comprador emocional, quase compulsivo.
sem opinião
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