Polícia prende suspeito de pedofilia após aprovação de lei mais rígida
da Folha Online
O engenheiro eletrônico e professor Durval Sartori Júnior, 39, pode "inaugurar" a Lei 3.773/2008, em vigor desde a última quarta-feira (26), que aumenta o cerco contra contra a pedofilia no Brasil. Sartori Junior foi preso na manhã desta sexta-feira (28), no bairro Imirim, Zona Norte de São Paulo, sob suspeita de armazenar materiais eróticos e pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.
Na casa do professor, foram apreendidos sete computadores. Em todas eles, os policiais da Delegacia de Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (DME/Deic) informam ter encontrado um vasto arquivo virtual de fotos de crianças nuas e adolescentes em relações sexuais, além de uma grande quantidade de CDs e vídeos.
Sartori Junior negou ter produzido ou repassado o material, e alegou ter colhido as imagens e vídeos de sites de pedofilia na internet. Caso a investigação da DME descubra o eventual repasse ou produção desse material, a pena do engenheiro elétrico pode ser muito maior.
"Vamos analisar o material encontrado. Como o crime é inafiançável, o professor vai pegar de um a quatro anos de prisão", disse à Folha Online o delegado-titular da DME, Wilson Roberto Zampieri. O delegado afirmou ainda que Sartori Junior não possui antecedentes criminais.
Investigações
As investigações sobre o engenheiro eletrônico começaram há 30 dias, em decorrência de uma denúncia de uma estudante de 17 anos, que procurou a DME informando que uma pessoa monitorava seu computador.
Os policiais descobriram um programa instalado no equipamento, chamado Keylogger. "Esse programa permitia que o professor monitorasse, por e-mail, tudo o que era digitado no computador pessoal da adolescente", explicou o delegado.
Sartori Junior teve acesso ao computador da adolescente por ser cliente da mãe dela, uma dentista. Segundo o delegado, ele se aproximou da jovem com o falso intuito de consertar o computador.
Na casa de Sartori Junior, a polícia também encontrou uma espingarda calibre 16 e uma carabina calibre 22, ambas sem documentação. No entanto, foi o pai do engenheiro quem assumiu ser dono das armas. Detido, o aposentado Durval Sartori, 69, pagou fiança e já foi liberado.
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