Pilhas a combustível chegarão ao mercado em até dois anos, diz especialista
da Associated Press, em Sioux Falls
Depois de muita expectativa, empresas de tecnologia chegam perto do domínio total da tecnologia para fazer baterias de celulares, notebooks e outros aparelhos portáteis durarem semanas e, dependendo do desenvolvimento tecnológico, até um mês. E mais: a tecnologia poderá ser descartável e comercializada no varejo por um preço variando em torno de R$ 5 a unidade.
São pilhas e baterias conhecidas como células de combustível, tecnologia existente há quase um século, feitas a partir de combustíveis líquidos e de gases como o hidrogênio, por exemplo.
No entanto, elas vão demorar de um a dois anos para serem comercializadas, segundo analistas. Os maiores entraves para o desenvolvimento de pilhas de combustível são fazê-las pequenas, baratas e de longa duração --e seguras, ou seja, com a garantia de que elas não fiquem superaquecidas.
Segundo os especialistas, cada medida equivalente a uma colher de chá de combustível poderá proporcionar uma potência até dez vezes maior do que as baterias atuais, feitas a partir de lítio.
Muito perto
O mecanismo de uma pilha dessas possui uma pequena quantidade de combustível que flui em um pequeno chip, a fim de geração de eletricidade sem combustão. Caso a energia acabe, o usuário simplesmente plugaria outro cartucho de combustível, e prosseguiria ouvindo música ou checando e-mails normalmente.
"Estamos perto, muito perto. As empresas já aprimoraram o design interno das peças, e agora o produto está em fase de testes e avaliações", disse Sarah Bradford, consultora de sistemas de energia e potência da Frost & Sullivan.
Já a empresa Lilliputian Systems Inc. pretende lançar a bateria de combustível portátil no ano que vem. A idéia é que ela funcione em qualquer aparelho portátil, e que seja recarregável a partir de uma porta USB. A bateria funcionaria a partir do gás butano, mesmo combustível usado em isqueiros, para carregar iPods, GPS, BlackBerry e câmeras digitais, disse Mouli Ramani, vice-presidente de desenvolvimento e negócios da empresa.
"É possível compreender o ceticismo das pessoas com relação às baterias de combustível, uma vez que elas foram a "tecnologia do futuro" há alguns anos", disse Ramani. "Mas ainda há, pelo menos, doze a quinze meses para elas estarem efetivamente no mercado".
A Panasonic trabalha em um protótipo à base de metanol, que pode manter um laptop ligado por até 20 horas, mas não promete seu lançamento para antes de 2012.
Já o analista Matt Kohut, da Lenovo Group --quarta empresa do mundo no mercado de computadores pessoais-- diz que as pilhas e baterias de combustível vão carregar laptops. Mas ele não enxerga a comercialização em menos de cinco anos. "A indústria precisa se unir para padronizar a tecnologia, de modo que os consumidores possam obter recarga a partir de qualquer tomada elétrica. Tem que ser tão onipresente na vida das pessoas quanto a Coca-Cola", afirma.

