Tempo livre de 30% dos internautas vai para web, diz pesquisa
da Folha Online
Um estudo publicado pela consultoria de negócios em internet TNS mostra que 30% das pessoas matam seu tempo livre na internet. A pesquisa, intitulada "Digital World, Digital Life", diz ainda que não importa a quantidade desse tempo livre: desse grupo, tanto pessoas que dispõem de duas horas de lazer por dia, quanto aquelas que têm sete ou oito, acabam por utilizá-las na internet.
A consultoria indagou, em 16 países, os internautas sobre as principais atividades realizadas na navegação de lazer. Pouco mais de 80% dos entrevistados responderam que utilizam a internet para procura de informações; 76%, por sua vez, aproveitam para olhar notícias. Usar o serviço bancário é a preferência de 74% de usuários, enquanto 65% dizem procurar informações sobre o clima. Seis em cada dez pessoas, segundo a pesquisa, aproveitam para investigar um produto ou serviço antes de adquiri-lo.
Atividades de lazer "clássicas", como assistir a um videoclipe, ficaram abaixo na ordem de preferências --51% das pessoas disseram ter assistido a algum videoclipe no mês de outubro. Ouvir música foi listado em 10º. lugar na ordem de preferência: apenas 44% disseram ter se dedicado a isso.
"É uma ferramenta mais eficiente para otimizar o tempo, pelo auxílio rápido em certas atividades. Como muitas atividades sociais e entretenimento estão na internet, é fácil entender por que a vida está mais digital", disse Arno Hummeston, diretor da TNS.
Idade e localização
Dos 16 países consultados, estudantes disseram que passam 39% do seu tempo on-line. As donas-de-casa também demonstraram intensa --ainda que distinta, entre os países-- atividade virtual: nos EUA afirmaram que ficam conectadas durante 38% das horas vagas.
A margem é maior no Reino Unido, país no qual elas passam quase metade do seu tempo (47%) na internet --a pesquisa atribui a isso a rápida expansão da venda de comida pela internet, que movimenta cerca de 1 bilhão de euros por mês, conforme apontou a consultoria Mintel, em 2008.
Engajados na vida on-line, os jovens com menos de 25 anos corresponderam às expectativas do estudo: passam cerca de um terço (36%) do seu tempo livre na internet. Na China, o índice sobe para a metade do tempo. Mas no Japão e na Coréia, pioneiros na vida on-line, o número de horas de lazer passadas pelos jovens na internet cai para 40%.
A pesquisa também investigou o uso da conexão móvel: um entre dez pesquisados disseram se conectar à internet por intermédio desses aparelhos. Os japoneses e chineses são os povos que mais utilizam esse tipo de conexão: mais de um quarto utilizam conexão móvel diariamente.
A consultoria ouviu 27.522 pessoas, de 18 a 55 anos, para traçar perspectivas globais do comportamento on-line, de países da América do Norte, Ásia, Europa e Oceania.
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