Yahoo! usa eufemismos para demitir 1.500 funcionários
da Folha Online
O site de buscas Yahoo! começou, na manhã desta quarta-feira (10), o corte de 10% do quadro de funcionários que, segundo o blog All Things Digital, do "Wall Street Journal", representam 1.500 funcionários. Parte do corte atinge nomes que estão na cúpula da empresa.
O Valleywag, site de fofocas do Vale do Silício, disse que a empresa repassou um memorando com instruções sobre como agir para demitir os funcionários.
Uma das orientações dadas se refere à forma como os executivos devem anunciar o corte. "Obrigado, [diga o primeiro nome aqui] por estar conosco. Eu tenho um comunicado da organização e tenho que contar para você pessoalmente". A mensagem é acompanhada de uma saudação: "Embora eu tenha apreciado o que você fez pelo Yahoo!, sua participação está encerrada".
Instruções como "o Yahoo! não está fazendo cortes em massa --está fazendo melhorias", ou "seja claro, direto e conciso" em vez de "discutir ou fazer comparações" foram repassadas em formato de slides aos responsáveis por anunciar as demissões, segundo o site.
Empregados demitidos chegaram a "desabafar" a situação, publicada no blog do WSJ: "A Yahoo! tem feito escolhas estúpidas, começando pela recusa de venda à Microsoft. Mas cortar as pessoas de qualidade e do alto escalão da empresa --optando pela quantidade em detrimento da qualidade-- é abominável".
Impasses
As demissões, que haviam sido comunicadas no dia 21 de outubro pelo executivo-chefe da empresa, Jerry Yang, vêm como conseqüência pela crise econômica mundial ter atingido o Vale do Silício.
Yang também anunciou o desligamento do cargo, depois de pressões dos acionistas quanto às suas decisões que, por sua vez, acarretaram em quedas nos papéis da gigante norte-americana de buscas, e a recusa de compra pela Microsoft.
O Google também abandonou um acordo com o Yahoo! para publicidade on-line, a fim de fugir de uma disputa judicial com autoridades de regulamentação de comércio. À época, em post em seu blog corporativo, a empresa afirma que tomou a decisão porque a parceria poderia gerar "não apenas uma batalha prolongada, mas também estragos nas relações com parceiros importantes".
Pelo acordo, o Yahoo! iria exibir anúncios comercializados pelo Google em seu sistema de buscas e outros sites. As receitas obtidas seriam divididas entre as empresas.
O Yahoo! esperava obter US$ 800 milhões por ano de faturamento com o negócio --o valor estimado para os primeiros 12 meses era de US$ 250 milhões a US$ 450 milhões.
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