Games põem jovens perto da música
JOÃO LOBATO
colaboração para a Folha de S.Paulo
No começo, eles só apertam os botões do joystick freneticamente para ouvir a música da banda preferida.
Crianças e adolescentes empunham instrumentos musicais virtuais, em especial guitarras estridentes, e executam solos clássicos do rock, de Jimi Hendrix a Pantera.
O que pode parecer mais uma diversão virtual que afasta garotos e garotas de contatos reais talvez seja uma forma de iniciação musical. Ao menos é isso o que sugere a Youth Music, uma organização filantrópica voltada para a difusão da música.
A entidade, sediada em Londres, realizou uma pesquisa com pessoas entre três e 18 anos que moram no Reino Unido. Os números, que foram publicados no Times Online (www.timesonline.co.uk), indicam que, entre 12 milhões de pessoas nessa faixa etária, a metade já jogou games musicais como Guitar Hero e Rock Band.
Segundo o relatório, 2,5 milhões de jovens começaram a algum instrumento musical de verdade inspirados por jogos eletrônicos. Um fator que pode ter estimulado o interesse dos jovens pela música real é a evolução dos games.
Nas primeiras versões, só era possível tocar guitarra. Hoje, existem controles semelhantes a outros instrumentos. Com eles, pode-se tocar com amigos, como em uma banda de verdade.
Devido a esse maior realismo, os acessórios podem tornar ainda menor a distância entre as bandas de garagem e as virtuais.
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