Informática
20/12/2008 - 08h16

Celulares começam a desafiar câmeras

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RAFAEL CAPANEMA
da Folha de S.Paulo

Com câmeras cada vez mais potentes, os telefones celulares ousam rivalizar com as máquinas fotográficas digitais --ao menos, com as ultracompactas, feitas para caber no bolso.

Modelos como o C905, da Sony Ericsson, atingem respeitáveis 8 Mpixels.

Divulgação
Celular Renoir KC910q, da LG, à venda no país, tem câmera de 8 Mpixels e tela sensível ao toque; preço sugerido é R$ 1.799
Celular Renoir KC910q, da LG, à venda no país, tem câmera de 8 Mpixels e tela sensível ao toque; preço sugerido é de R$ 1.799

(Mas lembre-se: apesar do alarde feito por fabricantes e de certa crença generalizada, o número de Mpixels não é determinante para qualificar uma câmera --devem ser observados fatores como a qualidade das lentes e o tamanho do sensor de imagem.)

Oito Mpixels é também o número mágico do celular Renoir KC910q, da LG.

Assim como a câmera Cyber-shot DSC-T700, da Sony, o celular tem tela sensível ao toque. Com lentes da grife alemã Schneider-Kreuznach, o Renoir captura boas imagens.

A câmera vai até ISO 1.600, nível de sensibilidade que permite tirar fotos sem flash em ambientes mais escuros --a contrapartida é o alto nível de granulação da imagem gerada.

Recursos como detecção de rostos e de sorriso funcionaram bem nos testes da Folha. O flash teve performance satisfatória quando o assunto estava a curta distância (cerca de dois metros). Com resolução máxima de 640x480 pixels, os vídeos feitos pelo Renoir também têm boa qualidade.

A maior decepção com a câmera fica por conta da ausência de zoom ótico.

Celular

O Renoir conta com bons recursos. Há Wi-Fi e suporte a 3G (padrão de telefonia móvel que permite maior velocidade de transferência de dados).

A interface é limpa, intuitiva e amigável. A tela sensível ao toque responde com rapidez e precisão aos comandos.

Para quem sente falta de resposta tátil, é possível ativar diferentes tipos de vibração quando a tela é pressionada.

Uma funcionalidade interessante é a de acrescentar widgets --pequenos aplicativos, como relógio, calendário e previsão de tempo-- à tela inicial.

Apesar de ser possível operar o aparelho usando apenas os dedos, há uma canetinha incluída. O problema é que, em vez de ser armazenada dentro do próprio celular, ela tem que ficar pendurada no aparelho em um incômodo acessório.

Os aplicativos para reprodução de vídeo e música são competentes. No entanto, o celular adota um padrão próprio de fones de ouvido, diferente dos tradicionais, de 3,5 mm --para usar fones comuns, é preciso usar um adaptador que, ao menos, está incluso.

O navegador padrão deixa a desejar --apesar de exibir os sites de maneira similar à que eles aparecem em um computador, o sistema de zoom é pouco prático. Uma solução é recorrer ao gratuito Opera Mini (www.operamini.com).

O preço sugerido é de R$ 1.799.

 

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