Informática
23/12/2008 - 11h26

Itália quer 50 milhões de euros para informatizar países em desenvolvimento em 2009

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da Ansa, em Roma

A Itália, que assumirá a presidência do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) em 2009, pretende arrecadar 50 milhões de euros do grupo, a fim de financiar a informatização dos sistemas administrativos dos países em desenvolvimento e a conexão em rede dos serviços consulares.

Além disso, o país pretende batalhar pela informatização dos sistemas de administração dos países em desenvolvimento para um "e-governance" (governança virtual), que proporcione mais transparência aos mecanismos democráticos. "Desde 2001 até hoje realizamos 26 projetos em 18 países, na África Subsaariana, no Magreb, no Oriente Médio, nos Bálcãs e na América Latina", disse o chanceler italiano Franco Fratini.

O projeto foi apresentado nesta sexta-feira durante uma coletiva de imprensa no Palácio Chigi (sede do Governo) por Frattini, que é ministro das Relações Exteriores, e pelo ministro da Administração Pública, Renato Brunetta.

O chanceler italiano explicou que a iniciativa retoma e desenvolve um projeto que o premier Silvio Berlusconi havia lançado durante o encontro do bloco em Gênova, em 2001, para a superação da distância tecnológica entre os países ricos e os em desenvolvimento.

O ministro da Administração Pública disse, por sua vez, que até agora foram arrecadados 28 milhões de euros, mas que há a pretensão é chegar a fundo de 50 milhões para beneficiar 50 países.

Na Itália, a informatização será um "enorme salto de qualidade", disse Frattini, pois o Ministério das Relações Exteriores irá eliminar definitivamente todo o material impresso e irá criar um "modelo consular virtual on-line" com serviços que poderão ser acessados via internet pela comunidade italiana no exterior.

 

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