Informática
20/01/2009 - 18h55

Índios, aposentada e homem-televisão vão a evento de tecnologia

Publicidade

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

O que você espera encontrar em um evento de tecnologia? Robôs? Índios? Andróides? Aposentadas? Uma breve percorrida pelo Centro de Exposições Imigrantes, na zona Sul de São Paulo, mostra que a diversidade também acampa na Campus Party. A despeito das nomenclaturas correntes para este tipo de semana (nerds, geeks, internautas...), é possível se surpreender entre uma área e outra.

Marina Lang/Folha Online
Índios marcaram presença no Centro de Exposições Imigrantes, na Campus Party
Índios marcaram presença no Centro de Exposições Imigrantes, na Campus Party

Os índios tupinambá Jaborandi Yandê, 25, e tupinambá hãhãhãe Anapuaka, 34, circulavam a caráter --e sob inevitáveis olhares curiosos-- na praça de alimentação na tarde desta terça-feira (20).

"É nossa etnia, temos orgulho dela. Somos um só, devemos nos integrar e mostrar que a inclusão digital ocorre devagar nas aldeias, mas acontece", diz Anapuaka, que é técnico de TI (tecnologia da informação).

Na esteira de trajes chamativos, a reportagem avista o "homem-televisão". À trabalho, o modelo e produtor Henrique Resende, 24, leva uma tela de 20 kg nas costas durante 40 minutos --descansa por 20 minutos e volta a carregá-la logo em seguida. "É muito pesado", reclama. Mas jura que também se diverte.

"As pessoas param para tirar fotos. Perguntam onde vai o cabo da tomada [risos]. Dou um sorriso amarelo e continuo". (Para quem ficou curioso: não há tomada. A engenhoca que liga a tela é guardada em uma mochila.)

Marina Lang/Folha Imagem
Modelo e produtor Henrique Resende, 24, leva uma tela de 20 kg nas costas
Modelo e produtor Henrique Resende, 24, leva uma tela de 20 kg nas costas
Marina Lang/Folha Imagem
"Eu naum sou nerd", jura o campuseiro Bruno Psysapiens, durante a Campus Party
"Eu naum sou nerd", jura o campuseiro Bruno Psysapiens, durante a Campus Party

Zulma Caballero Raimundo, 70, saiu de Mogi das Cruzes (a 51 km da capital) para estrear na festa de tecnologia. "Fui conhecer a área de inclusão digital", conta. Embora a Campus Party seja, segundo ela, "um espaço de jovens, não de mais velhos", a aposentada pede para deixar uma mensagem à melhor idade: "não se acomodem! Comecei a estudar por mobral e agora estou aqui."

A disputa por holofotes é compreensivelmente grande neste tipo de feira --basta avaliar o volume de espaço na mídia que o evento, patrocinado pela Telefônica, consegue angariar gratuitamente. Todo mundo tem algo a dizer, mesmo que seja por meio de uma camiseta com frase de efeito.

O gestor de sistemas da informação Bruno Psysapiens, 22, pendurou uma placa improvável em seu pescoço. "Eu naum sou nerd", escreveu.

"As pessoas têm muito preconceito com os nerds. Acham que somos egocêntricos. Não tenho culpa se outros não estudaram, se preferiram ir a festas do que ficar em casa estudando", protesta.

Apu Gomes /Folha Imagem
Confira aqui a cobertura completa da Campus Party Brasil deste ano na página especial da *Folha Online*
Confira aqui a cobertura completa da Campus Party Brasil deste ano na página especial da Folha Online
Comentários dos leitores
daniel alves (9) 05/05/2009 21h35
daniel alves (9) 05/05/2009 21h35
A privatização seja qual for e uma vergonha para o Brasil culpa dos irresponsaveis fanfarroes de brasilia e da democracia mentirosa em q vivemos sem opinião
avalie fechar
daniel alves (9) 05/05/2009 21h25
daniel alves (9) 05/05/2009 21h25
Sr:Jose concordo com tudo q o sr disse mas dizer q o Brasil e um pais cominista e brincadeira se fosse o congresso nacional ja tinha sido desolvido pra colocar ordem de verdade no pais da alegria dos bancos capitalistas que sugam o trabalhador todos os dias sem opinião
avalie fechar
J. R. (218) 08/02/2009 12h05
J. R. (218) 08/02/2009 12h05
O Brasil é maior do que qualquer carteirinha de partido, as gerações antigas tentam ainda hoje disseminar este antigo ensinamento, mas a juventude aprendeu e não cai mais nessa, graças a Deus! Sr. Felipe Santos, para ter uma idéia, a Telefonica não substituiu até hoje os principais softwares da antiga Telesp (Tarifação, Banco de Assinantes! Isso significa que os equipamentos pouco mudaram! Realmente hoje se tem mais linhas disponíveis, mas o custo subiu muito, a ponto de viabilizar o celular, as pessoas não querem pagar uma assinatura obrigatória que inclui até hoje enrustido o antigo FNT (Fundo Nacional de Telecomunicações). É injusta e tem que cair. O neanderthal ACM (Malvadeza) quando esteve ministro não fez nada, e era só enxugar a roubalheira e ampliar o sistema que o preço ia cair! Além do que, o que interessava à sua querida ditadura que as pessoas falassem demais? Onde está a concorrência prometida? Não existe!!! Deus o livre se precisar usar um Telefone Público! Se 10% estiver em condição de uso é muito! Viva o celular e o voip, o telefone fixo foi transformado em linha de dados pré-histórica! Estamos atrasados no mínimo 20 anos ainda! Cadê os benefícios dessa "privadização"? Brasil acima de tudo! 27 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (25)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca