Informática
21/01/2009 - 08h39

Santa Ifigênia, em SP, encara desafio de regularizar comércio

Publicidade

JOÃO LOBATO
colaboração para a Folha de S.Paulo

A área da rua Santa Ifigênia (região central de São Paulo), conhecida pela venda de equipamentos eletrônicos de ponta, tem ao lado dessa reputação uma outra nada agradável: a de comércio ilegal e a de venda de produtos contrabandeados.

Em todas as ruas, é possível ver softwares, eletrônicos e componentes de informática sendo vendidos sem nota fiscal e garantia de procedência.

Filipe Redondo/Folha Imagem
Galeria de lojas na Santa Ifigênia, conhecida por vender produtos ilegais; para atrair consumidores, comércio tenta se regularizar
Galeria de lojas na Santa Ifigênia, conhecida por vender produtos ilegais; para atrair consumidores, comércio tenta se regularizar

Outro aspecto que dificulta a vida do consumidor é não saber se o produto que ele está comprando é realmente legal. Enquanto em alguns casos é fácil supor uma origem duvidosa, em outros é preciso atenção.

Isso porque a informalidade não se limita aos vendedores de rua, mas está presente também entre os lojistas, que em muitos casos não possuem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e não emitem nota fiscal. Sem ela, não é possível comprovar a origem do produto e exigir a garantia do fabricante.

Mas o comércio na região está mudando e parte das lojas passa por formalização fiscal. Um dos fatores que contribuíram para isso foi o programa de incentivos fiscais do governo federal, que tem como objetivo estimular a produção de bens de informática no Brasil. Atualmente, o imposto para um processador, por exemplo, é de 2%.

Com isso, componentes legais chegam a ter o mesmo preço daqueles que são contrabandeados.

Outro fator é a exigência do consumidor. Eduardo Gonçalves Silva, 35, proprietário da Digital West, afirma que, para uma empresa se manter no mercado, é necessário confiança e credibilidade. Sua loja é parceira da Intel há quatro anos e meio, e ele acredita que a tendência é que o número de lojas regularizadas aumente. "Oito anos atrás, só 10% dos estabelecimentos eram legais; hoje, são cerca de 60%".

Nesse cenário, empresas de tecnologia têm adotado diferentes estratégias para garantir a venda de unidades originais de seus produtos na região.

Como a Intel, a Nvidia possui uma loja parceira na Santa Ifigênia, enquanto a Logitech abriu um representante oficial. Ainda assim, é preciso ter cuidado na hora da compra.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca