Informática
02/03/2009 - 18h11

Governo quer regulamentar multiprogramação na TV digital, diz Hélio Costa

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O governo estuda regulamentar a multiprogramação digital para televisões comerciais. A multiprogramação permite dividir o mesmo espectro utilizado hoje para transmitir diferentes programações por um mesmo canal --opção já rechaçada pelos radiodifusores.

De acordo com o ministro Hélio Costa (Comunicações), o governo deverá editar um decreto ou norma regulamentando a questão. Na semana passada, o ministério baixou portaria na qual permitia a multiprogramação apenas para canais de televisão públicos, como a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e TV Senado.

"A TV digital ainda é uma coisa nova para todos nós. Temos que lidar com sua regulamentação de uma forma coerente e cuidadosa. Eu acho que é importante permitir [a multiprogramação], mas não podemos permitir que haja um abuso", disse Costa.

O temor do governo, segundo o ministro, é que algumas emissoras aluguem ou vendam canais dentro do seu espectro, surgindo assim emissoras piratas --hoje, emissoras de TV aberta já alocam espaço da programação para telecultos ou televendas. Segundo o ministro, há dois meses, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) detectou transmissões digitais irregulares no Estado de São Paulo.

De acordo com o ministro, ainda não existe normatização para todas as ferramentas da TV digital, faltando regulamentar, por exemplo, a interatividade. Segundo revelou a Folha Online em janeiro, essa ferramenta só deve estrear em 2010.

A TV digital brasileira estreou oficialmente em 2 de dezembro de 2007, com uma festa para políticos e radiodifusores na Sala São Paulo (centro). Cerca de um ano depois, 0,3% da população tinham acesso ao sinal.

América do Sul

O ministro apresentou na semana passada ao presidente do Peru, Alan Garcia, o modelo de TV digital japonês, adotado no Brasil. Segundo Costa, dois empresários que acompanharam a comitiva se propuseram a construir fábricas de transmissores e conversores no Peru, caso o país adote o modelo chamado por Costa de nipo-brasileiro.

Segundo Costa, em três meses, o modelo tem "boas chances" de ser adotado em países da América do Sul como a Argentina, Chile e o próprio Peru. Uma equipe do governo brasileiro está em Cuba também para promover a TV digital.

Comentários dos leitores
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
A operadora de celular Vivo quebrou a cara ao adotar o padrão CDMA enquanto o mundo já havia adotado o GSM. O Brasil está fazendo igual, ao optar por um modelo de tv digital caro e não global. A única vantagem do modelo brasileiro é a mobilidade. Seria muito mais prático e barato ter adotado o padrão americano ou europeu do que criar um padrao nipo-brasileiro. A pouco tempo comprei um gravador de DVD nos EUA, baratíssimo por 100 dolares e veio com conversor digital americano embutido. Isso que é país desenvolvido. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
A respeito de tv digital. Na europa ou no Usa. É outra extrutura, são culturas bastante diferentes a nossa, mas fundamentalmente a diferença do poder aquisitivo, aqui temos trabalhadores remuneração bem menor, e de agravante temos um custo a nivel de consumidor para tais equipamentos, muito alto, maiores aos de tais países. De modo geral aqui sempre são mais caros, eletronicos, eletrodomesticos, altomóveis.....e chegando a itens de comunicação, computadores..... serviços de internet, adsl, 3g"já se tens iniciativas em alguns estados, mas muito mais caros ainda,quando comparados ao países do chamado primeiro mundo"..... geralmente caros e de qualidade não das melhores. È de se crer que para os niveis mais baixos, para equipamentos mais simples, Tvs, e serviços de internet, os de maior interese popular e ou segundo o dito por governantes, dos falados promotores de direitos, oportunidades...... Seria de se pensar reduzir custos finais. Certo que fomulas e que pode fazer não falta.....Um custo menor e ou sem custos de impostos já seriam bem vindos para as categorias menores, os mais simples, mas que não sejam menos funcionais e ou duradouros...... 1 opinião
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ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
COMO TV POR ASSINTURA NO BRASIL TEM PREÇO ALTO NA ASSINATURA O MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES TEM QUE DEIXAR QUE OPERADORAS DE TV POR ASSINATURA COLOQUEM EM CADA CIDADE UMA TORRE DE TRANSMISSÃO DE TV DIGITAL TRANSMITINDO MULTIPROGRAMAÇÃO.
TV POR ASSINATURA UTILIZA MUITOS CANAIS E ADAPTAR O CONVERSOR DIGITAL DO APARELHO DE TELEVISÃO ADAPTADO PARA TV DIGITAL PARA TER A FUNÇÃO DE DECODIFICADOR.
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