Informática
16/03/2009 - 12h33

Fim da comunidade "Discografias" é positivo, diz associação antipirataria

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da Folha Online

A APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música) divulgou uma nota, nesta segunda-feira (16), confirmando que está por trás da retirada do ar da comunidade do Orkut "Discografias".

Criado em novembro de 2005, o endereço abrigava 921 mil usuários cadastrados --o número de pessoas que a utiliza efetivamente ultrapassava 1 milhão, já que para acessar seu fórum não é preciso se inscrever. Ali, internautas compartilhavam links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fizeram com que o fórum se tornasse uma das principais plataformas na web brasileira para quem procura esse tipo de conteúdo.

De acordo com a APCM, "já estava claro que a mesma se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores e produtores fonográficos."

Os moderadores do fórum anunciaram ontem que ele pararia de funcionar.

"Informamos a todos os membros da comunidade "Discografias" que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros órgãos de defesa dos direitos autorais", diz uma nota publicada no Orkut assinada pelos moderadores, que não se identificam. A nota não informa que tipo de ameaça estaria sendo feita contra eles --tampouco a APCM quis se manifestar sobre essa afirmação.

"A comunidade, assim como outras fontes de infrações aos direitos de artistas e produtores, foi e continua sendo observada pelo Departamento de Internet da Associação, que considera um avanço positivo a sua exclusão da rede mundial de computadores", diz a APCM em seu comunicado.

No ano passado, a APCM já havia declarado guerra à comunidade, tida como sua principal inimiga na rede. "Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a "Discografias'", disse à Folha Online Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação que defende a propriedade intelectual.

Comentários dos leitores
Fernando Martínez (40) 22/10/2009 01h16
Fernando Martínez (40) 22/10/2009 01h16
É simplesmente IMPOSSÍVEL tentar frear este tipo de coisa, é milhares de vezes mais difundido e normal do que qualquer droga legal/ilegal existente. Em outras palavras, não tem volta. Compartir é uma forma para dar aos demais uma amostra do produto final, isso ocorreu com o filme Wolverine, mesmo com a divulgação do produto "beta", não afetou em nada as vendas, muito pelo contrário, vendeu mais do esperado! sem opinião
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Luis Coelho (1) 24/09/2009 18h21
Luis Coelho (1) 24/09/2009 18h21
Eh realmente uma coisa muito triste de se ver. O que essas empresas da industria da musica nao entendem eh que agora eh tarde demais pra isso. A caixa de pandora ja foi aberta e ja faz tempo. O mundo eh muito criativo e sempre encontraram um jeito. Se proibirem o P2P, usaram outro meio, se proibirem de utilizar o arquivo no player, usaram outro player. Se o windows para de ler mp3, entao usaram o linux. Nao existe mais jeito para isto. Qualquer formato que criarem se nao for possivel copiar e compartilhar nao ira vingar. Ainda mais o povo brasileiro onde temos os melhores analistas de sistemas do Mundo, os melhores programadores e os melhores crackers. Vejam o que estao fazendo com o Pirate Bay, eh outra tentativa infundada de parar o que naum pode ser mais parado, de frear um trem a 300km por hora. Mas eh normal esse tipo de reacao das empresas que ja estao devendo horrores e estao fadadas a falencia se nao fizerem nada criativo para reverterem essse processo e pararem de ficar tentando buscar a era de ouro do passado que naum volta mais. Diga sim a sua liberdade digital. sem opinião
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Sergio Brasil (62) 23/09/2009 16h10
Sergio Brasil (62) 23/09/2009 16h10
Leiam a notícia "Eminem ameaça levar Apple à Justiça por canções no iTunes" e vejam o quanto as gravadoras estão preocupadas com direito autoral. sem opinião
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