Informática
19/03/2009 - 18h35

Marcelo Tas firma acordo com a Telefônica para divulgar serviço no Twitter

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MARINA LANG
REBECA DE MORAES
colaboração para a Folha Online

O diário norte-americano "The Wall Street Journal" acendeu uma polêmica na internet brasileira nesta quinta-feira (19), ao publicar uma reportagem afirmando que, graças à popularidade do apresentador Marcelo Tas na internet, ele teria sido contratado pela Telefônica. O jornalista vai divulgar em seu Twitter o Xtreme, serviço da empresa espanhola que oferece TV fechada, internet e telefone por fibra óptica.

À Folha Online, o âncora do "CQC" confirmou o contrato firmado com a companhia. Segundo ele, embora o título da reportagem ("No Brasil, Telefônica aposta em 'twittadas' de celebridades", em tradução) sugira que ele irá fazer "lobby" da empresa, o conteúdo apresentado está correto.

Divulgação
O apresentador do programa "CQC", Marcelo Tas, assina contrato para divulgar serviço no Twitter e gera polêmica
O apresentador do programa "CQC", Marcelo Tas, assina contrato para divulgar serviço no Twitter que gerou polêmica na internet

"Há um contrato para divulgação do Xtreme, serviço de banda larga que acho ótimo. Inicialmente, fiz comerciais de vídeo que circularão apenas na internet. O Twitter será usado para indicação de filmes, palestras, com a 'tag' [palavra-chave] identificadora do serviço. Não haverá elogios à Telefônica, serão postagens de minha autoria, sem qualquer ingerência da empresa sobre o que eu escrever, com total transparência", afirmou Tas, cuja página do Twitter é acompanhada por mais de 18 mil internautas.

A reportagem do "The Wall Street Journal" teve grande repercussão no universo do microblog. Algumas pessoas que leem o que escreve Tas (os chamados "seguidores") chegaram a ameaçar deixar de acompanhar sua página.

No Brasil, a Telefônica é campeã de reclamações no Procon. Não é difícil encontrar "twittadas" (como são chamados os posts do site) de clientes da empresa reclamando a respeito dos serviços. Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou.

"Caipira"

A reportagem do jornal norte-americano destaca que Tas já começou a escrever sobre o serviço, o que teria ocorrido sem um alerta aos seus "seguidores" sobre o contrato. "O encontro Xtreme foi divertido, informativo e cheio de insights. (...) Adorei!", 'twittou' Tas há oito dias.

Sobre isso, o jornalista diz que se referiu ao encontro no qual o serviço da Telefônica foi apresentado a uma plateia de blogueiros, no dia 10 de março. "Havia diversas pessoas da blogosfera lá e rolou uma espécie de entrevista coletiva a respeito", diz.

Reprodução
"Adorei!", diz Tas sobre evento da X-Treme
"Encontro #xtreme foi divertido, informativo e cheio de insights. (...) Adorei!", diz Tas sobre evento da XTreme

O apresentador afirmou não estar preocupado com o vínculo que possa surgir entre seu nome e um produto da Telefônica. "Não posso fazer nada. Acredito nos produtos que anuncio, e o XTreme é um ótimo serviço. Não tenho nada a ver com a administração da Telefônica."

"Não fiz nada ilegal, nada venal, pelo contrário, acho que banda larga deveria ser colocada na lista necessidade básica do Brasil", afirma. Tas disse que chegou a conversar com pessoas dentro da Telefônica sobre as deficiências do serviço.

"Não tenho o que esconder, é tranquilo falar sobre isso. Mas tenho dois sentimentos antagônicos: mostrar o interesse e atenção dos internautas e da mídia, é uma novidade relevante, bem capturada pelo "WSJ". O outro é o de que senti a reação caipira de algumas pessoas em ver isso como algo venal, de que estou vendendo um serviço."

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"Texto do WSJ gera ruído delirante: este twitter NÃO é pago para falar bem nem da Telefonica nem de ninguém. Volto já.", diz apresentador
"Texto do WSJ gera ruído delirante: este twitter NÃO é pago para falar bem nem da Telefonica nem de ninguém"
 

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