Informática
31/03/2009 - 17h14

Governo chinês qualifica acusações de espionagem como "mentiras"

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da Folha Online

A China disse, nesta terça-feira (31), que as acusações de espionagem virtual em grande escala a partir de seu território são "mentiras" que pretendem prejudicar a imagem do país.

"Algumas pessoas fora da China se especializaram na fabricação de mentiras sobre supostos espiões informáticos chineses", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Qin Gang.

Ele disse que há uma atitude de "Guerra Fria" por parte de outros países em direção a Beijing, porque a China adquiriu poder global --e, então, constitui uma "ameaça".

"Fora da China, há um fantasma chamado Guerra Fria, e um vírus chamado ameaça chinesa", disse Qin. "As tentativas de prejudicar a imagem da China estão condenadas a fracassar", informou.

Segundo um relatório divulgado ontem, uma operação de espionagem eletrônica principalmente a partir da China invadiu computadores de governos e particulares em 103 países de todo o mundo, entre eles os do líder espiritual tibetano, Dalai Lama. Em seguida, analistas chineses negaram que haveria uma suposta rede de espionagem.

O relatório foi feito por um grupo de especialistas baseados no Centro Munk para Estudos Internacionais da Universidade de Toronto, no Canadá.

Os estudos apontam que a equipe de espionagem não apenas invadia os computadores, mas também contaminava programas e utilizava máquinas para espionar os locais onde elas estavam instaladas, acessando seus e-mails, câmeras e dispositivos de áudio.

Segundo a publicação, pesquisadores disseram que os piratas virtuais já roubaram dados de centenas de entidades governamentais, empresas públicas e privadas de todo o mundo. Até mesmo os computadores de dalai-lama já foram vítimas de ataques.

Foi o próprio escritório do líder espiritual tibetano que encomendou à universidade a investigação, que já suspeitava ter em suas máquinas programas contaminados. Como resultado da pesquisa, os canadenses descobriram que o alvo dos ataques eram, na verdade, governos das regiões sul e sudeste da Ásia.

Com agência France Presse

 

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