Informática
06/04/2009 - 11h37

Pornografia on-line equivale a adultério, diz ensaísta

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da Folha Online

A barreira entre fantasia e infidelidade se torna cada vez menos sólida porque a internet inundou o mercado com as imagens e sons de pessoas reais fazendo sexo real. É o que afirma Ross Douthat, editor sênior da revista "Atlantic Monthly", em entrevista concedida ao site da publicação.

Suas reflexões sobre relacionamentos e internet também estão no caderno Mais! de domingo (5), publicado na Folha de S.Paulo. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL. Para Douthat, o homem que assiste a material pornográfico explícito não está apenas testemunhando atos sexuais, mas participando deles.

Divulgação
Ross Douthat, editor sênior da revista "Atlantic Monthly", afirma que pornografia on-line é semelhante à traição
Ross Douthat, editor sênior da revista "Atlantic Monthly", afirma que pornografia on-line é igual à traição por estar próxima do sexo real

Ainda de acordo com ele, a era da internet conduziu a experiência da pornografia a uma posição muito mais próxima do adultério do que a maioria dos usuários de pornografia gostaria de admitir.

"A mulher em um vídeo pornô pesado não está apenas permitindo que seu corpo seja usado como objeto das fantasias masculinas. Está fazendo sexo de verdade, e não para ela ou seu parceiro: ela o faz para o consumidor, o espectador", afirma.

Douthat informa distinguir o limite entre "realidade e fantasia que é lícito fazer". Quanto mais próxima a atividade sexual está do sexo real, igualmente mais próxima está ela do adultério.

"Talvez fosse válido refletir um pouco mais sobre o que de fato acontece no caso de alguém que paga para receber um vídeo de sexo pesado e o assiste se masturbando em sua casa", diz.

 

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