Informática
10/04/2009 - 08h20

Empresa vislumbra adesivo para corpo que se comunica sem fio

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da Folha de S.Paulo

Incluir a capacidade de transmissão de dados sem fio em quase tudo --das câmeras ao corpo humano- não é mais apenas cenário de ficção.

Foi o que indicou a CTIA 2009, uma das maiores feiras da indústria sem fio dos EUA, que aconteceu na semana passada, em Las Vegas.

Reprodução
HTC Touch Pro2, apontado pela CTIA como melhor smartphone, tem teclado miniaturizado
HTC Touch Pro2, apontado pela CTIA como melhor smartphone, tem teclado miniaturizado

A operadora AT&T falou sobre sua nova divisão de dispositivos emergentes, que trabalha em aplicações sem fio para videogames, leitores de livros eletrônicos e câmeras.

Glenn Lurie, presidente da divisão, disse que o modelo de negócios para esses produtos ainda está sendo desenvolvido. Os clientes poderiam pagar ao mandar vídeos de uma câmera pela rede da companhia, por exemplo.

Já a fabricante de chips Qualcomm investe no mercado de tecnologias sem fio aliadas à preocupação com a saúde.

A empresa falou sobre adesivos com capacidade sem fio que enviariam dados a dispositivos próximos. As informações, como medidas de sinais vitais, seriam então enviadas às operadoras de saúde.

O presidente da empresa, Paul Jacobs, diz que a tecnologia seria útil para monitorar o coração ou a taxa de glicose das pessoas, que não precisariam ir a um hospital para isso.

Além disso, para Jacobs, a tecnologia permite monitoramento constante para cardíacos. Dessa forma,avaliações presenciais iriam diminuir.

Para Peter Svensson, da Associated Press, a CTIA mostrou que os teclados numéricos dos celulares vão ter o mesmo destino dos discos dos antigos telefones: desaparecer. Nos EUA, eles devem sumir primeiro.

Poucos modelos mostrados no evento não contavam com teclado no padrão QWERTY (como o de computador) e/ou telas sensíveis ao toque.

Para Svensson, isso é reflexo da popularidade das mensagens de texto e do uso da internet sem fio no país.

Para o analista Ross Rubin, da empresa de pesquisa de mercado NPD, a demanda pela substituição dos teclados numéricos pelos QWERTY é, principalmente, um fenômeno dos EUA.

Acostumadas

Ainda que as telas sensíveis estejam se popularizando em todo o mundo, as pessoas de outros países começaram a mandar mensagens de texto muito antes do que nos EUA e "estão adaptadas a escrever" no tecladinho com números e letras comum hoje, diz Rubin.

Já o mercado norte-americano foi influenciado por telefones inteligentes de ponta, como o Treo e o BlackBerry, pioneiros em reproduzir versões miniaturizadas dos teclados como os das máquinas de escrever.

O HTC Touch Pro2, que venceu uma premiação da CTIA como melhor smartphone, é um exemplo disso. Tem tela sensível e teclado QWERTY.

Com agências internacionais

 

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