Estúdio diz que "Wolverine" teve 4 milhões de downloads ilegais
da Folha Online
A inacabada versão pirata de "X-Men Origins: Wolverine", que surgiu na internet no dia 30 de março antes mesmo de seu lançamento, teve 4 milhões de downloads, segundo informou o estúdio 20th Century Fox na quarta-feira (6). Ainda assim, em seu primeiro final de semana em exibição nos Estados Unidos, o filme teve uma bilheteria de US$ 85 milhões, segundo o presidente da empresa, Rupert Murdoch.
Mesmo que a relação entre quantidade de downloads e o prejuízo ao filme seja questionável, a Fox garantiu que os 4 milhões é um número quatro vezes melhor do que as estimativas do estúdio previam.
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| Cena de "X-Men Origins: Wolverine", que vazou na web antes do lançamento; filme teve 4 milhões de downloads |
Considerando uma média de US$ 7,18 para o preço do ingresso cinematográfico, a pirataria pode ser aceitável --ainda que nada agradável--, a partir de um custo de US$ 28,7 milhões para a Fox.
"Pirataria é uma questão séria para nós. Agora, estimamos que há um número superior a 4 milhões de downloads ilegais do filme 'Wolverine'", disse o diretor da Fox, Peter Chernin, a analistas de Wall Street ontem.
Tanto Chernin quanto o presidente da Fox, Rupert Murdoch, falaram em uma conferência telefônica aos analistas. Um porta-voz confirmou a estimativa de 4 milhões --e não 1 milhão, número "conservador", diante de vários dias em que o filme ficou à disposição para downloads.
Chernin disse que a Fox tomará providências quanto aos muitos sites da internet que negociaram o filme ilegalmente.
Pirataria de materiais sob propriedade intelectual, disse Chernin, é "como um ato de espionagem industrial, sabotagem, é como nós enxergamos, em termos de impacto econômico".
Entretanto, "Wolverine" marcou a melhor estreia do ano, em relação a qualquer outro filme lançado neste ano.
"Na Fox, não poderíamos estar mais felizes com o último final de semana, no qual a estreia de 'Wolverine' [nos EUA] arrecadou US$ 85 milhões", disse Murdoch durante a conferência.
Com agência Reuters
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