Informática
16/05/2009 - 10h35

Novo Kindle chega com festas, mas sofre críticas de especialistas

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BRUNO ROMANI
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Berkeley

O novo leitor de livros eletrônicos da Amazon foi apresentado, na semana passada, com a promessa de expandir suas fronteiras, abrindo as portas para livros didáticos e jornais. Mas a empresa terá de conquistar os estudantes, o que não será fácil, segundo alguns especialistas.

Na opinião de Susan Kevorkian, do instituto IDC, a Amazon precisa oferecer uma coleção vasta de livros didáticos que impulsionem as vendas do Kindle DX entre os estudantes. Em resposta genérica, a Amazon diz estar trabalhando em parcerias com três grandes editoras desse tipo de livro.

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Leitor de livros da Amazon Kindle DX, que terá dificuldades para conquistar estudantes
Leitor de livros da Amazon Kindle DX, que terá dificuldades para conquistar estudantes

David Weir, analista do site BNET e ex-professor de jornalismo da universidade de Standford, é mais sucinto: o Kindle é para gente mais velha. Para ele, o aparelho é caro, pois não tem boa resolução de imagem, não tem as cores nem a funcionalidade do iPhone.

Estudantes da Universidade da Califórnia em Berkeley, que se preparavam na principal biblioteca do campus para seus exames finais, conversaram com a reportagem da Folha na semana passada. E deixaram claro que a Amazon esqueceu aspectos da vida universitária que vão além dos livros --a começar pelo preço, que assusta um grupo conhecido pelas limitações no orçamento.

Uma prática tradicional nas universidades americanas é o uso de apostilas criadas pelos próprios professores e que reúnem artigos de autores variados. Os estudantes duvidam que a Amazon possa reunir esses artigos no Kindle.

Também é comum que alunos dividam anotações. A estudante de biologia molecular Vishlli Loomba, 18, diz que o fato de não poder compartilhar on-line suas anotações feitas no aparelho tira um pouco a atratividade do Kindle DX.

Apesar de a Amazon ter anunciado parcerias com o "New York Times", o "Washington Post" e o "Boston Globe", as previsões para jornais também não animam. Para Roger Fidler, do Reynolds Journalism Institute, o Kindle DX e outros leitores de tela maior não terão impacto significante na situação econômica delicada dos jornais dos EUA.

Segundo ele, a esperança é que haja tela colorida nas futuras gerações dos aparelhos, atraindo mais leitores e anunciantes.

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