Informática
22/05/2009 - 12h01

Microsoft cancela participação em audiência da UE sobre práticas anticompetitivas

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da Folha Online

A Microsoft e a União Europeia cancelaram uma audiência marcada para junho, no processo em que a empresa é acusada de práticas anticompetitivas por atrelar o navegador Internet Explorer ao Windows. Com isso, a Comissão Europeia --braço executivo da UE-- vai tomar uma decisão sobre o assunto apenas com base na defesa escrita da companhia.

Na audiência, marcada para de 3 a 5 de junho, a Microsoft deveria expor seus argumentos sobre o assunto. Entretanto, na mesma época será realizada em Zurique, na Suíça, uma conferência sobre questões relacionadas à prática de truste --segundo a Microsoft, representantes importantes da Comissão não poderiam estar presentes, o que inviabilizaria a audiência. A empresa tentou remarcar a audiência, mas teve o pedido negado.

Eugene Hoshiko/AP
Microsoft cancelou participação em audiência por ausência de oficiais da UE
Microsoft cancelou participação em audiência por ausência de oficiais da União Europeia

"Nós acreditamos que fazer uma audiência em uma época em que oficiais importantes estarão fora do país seria negar à Microsoft o direito de ser ouvida", afirma Dave Heiner, representante da Microsoft. Helen Kearns, porta-voz da União Europeia, afirma que "a comissão não viu motivos para um adiamento".

As audiências da UE sobre questões antitruste, realizadas em Bruxelas, são confidenciais e apenas oficiais autorizados têm acesso ao evento.

O processo foi aberto depois de uma ação impetrada pelos desenvolvedores do navegador Opera. Na visão da Comissão Europeia, a Microsoft desequilibra o mercado dos navegadores de internet ao associar o Internet Explorer ao sistema operacional Windows, o que "debilita a inovação" e "reduz a capacidade de escolha do consumidor".

Segundo o órgão, a associação entre os dois produtos oferece ao navegador uma vantagem de distribuição sobre seus concorrentes e contribui para que o Internet Explorer esteja presente em 90% dos computadores pessoais do mundo.

Aderiram ao processo, como "partes interessadas", empresas como Google, a Fundação Mozilla --desenvolvedora do Firefox-- e o Comitê Europeu para Sistemas Interoperacionais (Ecis, na sigla em inglês), que tem Adobe, IBM, Oracle e Sun Microsystems entre seus membros. Com isso, eles têm acesso a arquivos do caso podem e fazer comentários sobre o assunto.

Com Associated Press

 

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