China mantém bloqueio a sites durante aniversário de repressão na Praça da Paz Celestial
da France Presse, em Pequim
A China censurou na quarta-feira (3) as informações sobre a repressão do movimento democrático na Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial) há 20 anos. O veto prossegue e afeta também os canais de TV estrangeiros captados no país.
Os internautas chineses não conseguiram acessar vários serviços da Microsoft (como a nova ferramenta de buscas Bing e o serviço de e-mail Hotmail), assim como a rede social Twitter.
| Jeff Widener-5.jun.1989/AP |
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| Homem bloqueia passagem de tanques no protesto pró-democracia na praça Tiananmen |
O Google, com fotos da repressão, ainda era acessado.
O bloqueio provocou discussões nos fóruns virtuais especializados, onde os acontecimentos de 1989 são mencionados com indiretas e jogos de palavras.
Os canais estrangeiros, exibidos na TV a cabo a um público bastante reduzido, também sofriam censura, com a tela escura no caso das redes CNN ou da BBC, quando citavam os acontecimentos de 1989.
Além disso, muitos dissidentes foram afastados de Pequim e obrigados a permanecer em suas casas.
Os internautas inventam jogos de palavras com o termo "harmonia", usado como lema pelo regime --acusado de querer "harmonizar" (censurar) os sites de informação estrangeiros.
Serviços como a rede social Twitter são muito populares entre jovens nas cidades chinesas.
"Grandiosa grande muralha", comentou um internauta em um site, referindo-se ao sistema de controle da internet ativado pelo governo chinês.
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