Informática
08/06/2009 - 00h14

Partido Pirata sueco conquista cadeira no Parlamento Europeu

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da Folha Online

O Partido Pirata da Suécia ganhou um assento no Parlamento Europeu, de acordo com os resultados divulgados neste domingo (7). A agremiação teve 7,1% dos votos no país escandinavo --número suficiente para garantir uma vaga em Bruxelas, cidade que sedia o braço legislativo da Europa. O partido tem como plataforma política a desregulamentação dos direitos autorais, a abolição do sistema de patentes e a redução da vigilância na internet.

"Isto é fantástico", afirmou o candidato principal do partido, Christian Engstrom. "Mostra que há muitas pessoas que acham a integridade pessoal importante e que também importa lidarmos com a internet e com a nova sociedade da informação de maneira correta."

O Partido Pirata sueco angariou popularidade após a condenação dos quatro cofundadores do site de downloads The Pirate Bay, um dos maiores sites de troca de arquivos da rede.

O caso foi emblemático ao colocar luz sobre a questão da troca de arquivos na internet, técnica usada para downloads de filmes, músicas e outros conteúdos. A defesa do Pirate Bay está pedindo um novo julgamento, devido à comprovação do envolvimento do juiz responsável pela sentença com entidades de direitos autorais na Suécia.

Engstrom creditou o apelo e a vitória do partido aos jovens eleitores. "Estamos muito fortes entre aqueles que têm menos de 30 anos. São os que compreendem que o novo mundo é o melhor. E já deram sinais de que não gostam como os grandes partidos tratam esses assuntos."

O Partido Pirata vai ocupar um dos 18 assentos destinados à Suécia, dentre os 785 assentos parlamentares. "Vamos usar toda a nossa força para defender a integridade pessoal e nossos direitos civis", afirma Engstrom.

Com agência Reuters

Comentários dos leitores
daniel maciel (29) 08/06/2009 11h13
daniel maciel (29) 08/06/2009 11h13
aqui no Brasil também deveria ter um partido assim. PPB partido pirata do Brasil. Defendendo cotas de direitos autorais de livros e flexibilização da lei de direitos autorais. 1 opinião
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