Informática
16/06/2009 - 11h01

Centro de divulgação sobre protestos no Irã, Twitter decide adiar manutenção

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da Folha Online

O Twitter decidiu adiar uma interrupção programada do serviço, para atualização do sistema, em razão dos protestos no Irã. Tópicos relacionados à polêmica eleição no país, em que o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito, estão entre os mais comentados do sistema de microblogs.

A surpreendente maioria alcançada por Ahmadinejad, que aparecia atrás do reformista Mir Hossein Mousavie nas pesquisas de opinião, gerou uma onda de violência e de protestos em todo o país --ontem, ao menos sete pessoas e dezenas ficaram feridos em manifestações, segundo relatos da rádio nacional iraniana Payam.

A manutenção do Twitter deveria ter sido feita ontem, mas foi adiada para hoje às 18h no horário de Brasília.

Efe-15.jun.09
Manifestantes incendiam carro e atacam prédio nos protestos desta segunda-feira;
Manifestantes incendiam carro e atacam prédio nos protestos desta segunda-feira;

"Sob coordenação do Twitter, nosso gerenciador de rede tinha planejado uma atualização para esta segunda-feira. Entretanto, nossos parceiros na NTT America reconhecem que o Twitter se tornou uma importante ferramenta de comunicação no Irã", diz Biz Stone, cofundador do Twitter, no blog do serviço. Ele afirma que a medida representa "um grande risco" para o Twitter e outros clientes da NTT America.

Manifestantes estão usando o Twitter para disseminar informações sobre os protestos, apesar dos esforços das autoridades do país em bloquear notícias e dados sobre o assunto. Houve, por exemplo, bloqueio das mensagens de texto, dos sites que apoiam Mousavie e do site de relacionamentos Facebook.

Tags como "#iranelection" (eleições no Irã), "Tehran" (Teerã, capital do país) e "Iranians" (iranianos) estão entre os mais comentados do Twitter.

Segundo medição do site twist.flaptor.com, na manhã desta terça-feira (16) a tag "iranelection" estava presente em 1,29% dos textos publicados no Twitter --no pico, esse índice já foi de 2,03%. Já "Teheran" chegou a 0,95% dos posts e "Iranians", a 0,8%.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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