Telefônica suspende venda do Speedy; empresa diz que medida pode causar demissões
HUMBERTO MEDINA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Apesar da proibição da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a Telefônica manteve ontem a venda do Speedy (acesso à internet em alta velocidade).
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Só no final da tarde a empresa anunciou que a venda seria suspensa a partir da 0h desta terça-feira (23) nas centrais de atendimento --os demais meios de venda, a suspensão acontecerá "no menor prazo possível", segundo nota da empresa.
Inicialmente, a Telefônica alegou que a publicação da proibição no "Diário Oficial" da União de ontem não valia como notificação e que, por isso, as vendas estavam mantidas.
Em nota divulgada após as 18h30, a empresa informou que "tomou conhecimento (...) por meio de publicação no "Diário Oficial" da União, de despacho da Agência Nacional de Telecomunicações" e que solicitou acesso ao processo.
Segundo a nota, "por volta das 18h a Telefônica recebeu notificação da Anatel contendo o teor integral do despacho".
Até o início da tarde, a assessoria de imprensa da Anatel informava que bastava a publicação no "Diário Oficial" para que a empresa fosse notificada. Depois, a agência reguladora não respondeu se irá punir a empresa pelas vendas de ontem.
Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, José Eduardo Tavolieri de Oliveira disse que, se a decisão está no "Diário Oficial", "a parte está notificada".
A Telefônica pedirá a suspensão da medida. O Speedy tem atualmente 2,6 milhões de assinaturas e representa cerca de 30% do faturamento.
Em Brasília
Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica, disse que os problemas técnicos enfrentados pela empresa --quatro em menos de 12 meses, segundo ele-- não justificam a suspensão da venda do Speedy.
Segundo Valente, o volume de tráfego de dados aumenta de maneira muito mais rápida do que o de novos usuários. Isso, segundo ele, acontece porque os usuários fazem uso cada vez mais intenso do sistema, baixando arquivos de som, vídeos, filmes, assistindo TV. "Ainda que a venda seja impedida, essa não é uma garantia de que alguma coisa vá melhorar", disse.
Valente esteve com o ministro Hélio Costa (Comunicações) e com Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel. Ele afirmou que a punição pode causar 20 mil demissões. "O grande prejuízo que nós vemos é em relação aos clientes do Estado de São Paulo, principalmente os que não têm outra opção [além da Telefônica] e estejam incluídos nas classes C e D", disse Valente.
Costa afirmou ser contra a decisão da Anatel de suspender a venda do Speedy. "Minha preocupação é com o usuário. Sou a favor de uma punição que atinja só a empresa. Sou a favor de uma multa", disse.
Colaborou a reportagem local
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Então, está tudo resolvido, não é?
ANATEL, que tem como presidente um advogado/diplomata, que não sabe a diferença de Bel e decibel, ficou bem;
Telefônica, uma espanhola que manda no Brasil, ficou bem;
As multas aplicadas contra a Telefônica, dinheiro para caramba, foram perdoadas;
Os clientes da Telefônica, se ferraram, once again!
Quer mais ou está bom?
Brasileiros são tão bonzinhos!
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