Veto à venda do Speedy prejudica provedores e novos clientes, diz associação
FELIPE MAIA
da Folha Online
Apesar de classificar como "importante" a proibição estabelecida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para a venda do Speedy, da Telefônica, a Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Internet) reconhece que novos clientes interessados no serviço e provedores saem prejudicados pela medida.
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Desde ontem, a Telefônica está proibida de vender novas assinaturas do Speedy, até que a empresa prove ter adotado procedimentos para melhorar a qualidade do serviço. A companhia está sujeita a uma multa de R$ 15 milhões, mais R$ 1.000 por assinatura ativada após a determinação.
"É uma medida importante para que a Telefônica tome as devidas providências para regularizar sua rede, para que o serviço funcione adequadamente. Nesse aspecto é importante", afirmou Eduardo Parajo, presidente da Abranet, à Folha Online.
Entretanto, dado que, em várias regiões do Estado de São Paulo, a rede da Telefônica é a única opção para o acesso à banda larga, novos consumidores terão de esperar para acessar a internet --não há prazo para que a venda seja retomada. Como provedores precisam da conexão da Telefônica para vender seu serviço, eles também são prejudicados.
No primeiro trimestre deste ano, o Speedy teve 100 mil novas assinaturas, de acordo com a consultoria Teleco. "Do lado dos provedores, isso prejudica o nosso negócio. Mas a gente espera que a Telefônica regularize, estabilize a rede, para que possamos adicionar novos usuários", diz o executivo. Ele reconhece, entretanto, que as medidas exigidas pela Anatel, em áreas como planejamento de contingências e implantação de redundância de redes, não são "coisa fácil de se fazer no curto prazo".
Ele não soube quantificar as possíveis perdas experimentadas pelos provedores em razão da medida.
Crise
Apesar de Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica, ter afirmado ontem que a punição pode causar 20 mil demissões, Parajo diz que os provedores hoje não trabalham com a possibilidade de fazer cortes.
"Apesar da crise mundial, o mercado de internet no Brasil vem respondendo bem, em uma crescente boa", diz. No ano passado, os provedores tiveram um aumento de faturamento na casa dos 20% --a expectativa é que esse índice se mantenha em 2009.
José Calazans, do Ibope Nielsen Online, que mede o uso de internet no Brasil, diz não esperar que a proibição nas vendas do Speedy gere um impacto na audiência da rede no país. "Apesar da possibilidade de haver uma redução no número de pessoas que aderem à internet, esse índice é muito pequeno, porque atinge só São Paulo. Eu, particularmente, não espero", diz.
Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações) afirmou ser contra a decisão da Anatel. "Minha preocupação é com o usuário. Sou a favor de uma punição que atinja só a empresa. Sou a favor de uma multa", disse.
Com Folha de S.Paulo
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Então, está tudo resolvido, não é?
ANATEL, que tem como presidente um advogado/diplomata, que não sabe a diferença de Bel e decibel, ficou bem;
Telefônica, uma espanhola que manda no Brasil, ficou bem;
As multas aplicadas contra a Telefônica, dinheiro para caramba, foram perdoadas;
Os clientes da Telefônica, se ferraram, once again!
Quer mais ou está bom?
Brasileiros são tão bonzinhos!
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