Após demissões, MySpace busca alternativas de sobrevivência
da Reuters, em Nova York
A série de demissões anunciadas desde a semana passada é só o primeiro passo na necessária restruturação por qual o MySpace precisa passar para recuperar audiência e não entrar para a história como mais uma rede social que vira febre, mas depois desaparece.
Enfrentando concorrência do Facebook e do Twitter, o MySpace tem a missão de reverter a tendência nas estatísticas de número de usuários e renovar um acordo de US$ 300 milhões para a área de publicidade firmado com o Google --o contrato vence no ano que vem. Caso não obtenha sucesso, corre o risco de fazer companhia a empresas como Friendster, AltaVista e GeoCities, que fizeram muito sucesso, mas não conseguiram reter usuários.
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"As pessoas são muito volúveis no que se refere às redes sociais", afirma Jeffrey Lindsay, analista da consultoria Sanford Bernstein. "A não ser que você encontre uma maneira de renovar o interesse delas o tempo todo, o máximo que vai são cinco anos de atenção. Depois disso elas simplesmente perdem o interesse."
Há quem imagine que Rupert Murdoch, executivo-chefe da News Corp, será igualmente volúvel e tentará vender o MySpace, ainda que a maioria das pessoas afirme que a comercialização do site é altamente improvável na atual situação de mercado.
A News Corp comprou o MySpace por US$ 580 milhões em 2005, negócio que fez com que Murdoch, que conquistou sua fortuna no ramo dos jornais, ganhasse fama de visionário da internet.
Mas a tendência de declínio na receita publicitária e a ascendência do Facebook indicam que a rede social, antes dominante entre os adolescentes, está cada vez mais na meia-idade.
"O problema é que o modelo de publicidade em formato banner usado no MySpace não se provou um sucesso", afirma Josh Bernoff, analista da Forrester Research. "Os anúncios do Facebook atraem mais os usuários."
"Vai ser preciso que um grupo de pessoas talentosas desenvolva um formato publicitário contendo recursos inteligentes, para fazer com que o site volte a funcionar", afirma.
O MySpace tem um acordo de três anos com o Google que rende US$ 300 milhões por ano para o site. Mas é improvável que o Google vá renovar o contrato nos mesmos termos, dizem analistas. Richard Greenfield, analista da Pali Capital, estima que um novo acordo seria válido para o gigante das buscas por cerca de 50% do valor.
Entretanto, o MySpace pode tentar encontrar um rival do Google, como a Microsoft, que tenta ganhar espaço no mercado de buscas.
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