Empresa compra Pirate Bay e promete "legalizar" site
da Folha Online
A rede de LAN Houses sueca Global Gaming Factory X AB anunciou nesta terça-feira (30) a compra do site The Pirate Bay, um dos mais populares para download de arquivos na internet, envolvido em uma polêmica sobre a legalidade do compartilhamento de arquivos na internet --o valor da transação deve ser o equivalente a US$ 7,8 milhões. A empresa anunciou que vai "legalizar" o site.
Quatro responsáveis pelo site --Carl Lundstrom, Peter Sunde, Gottfrid Svartholm Warg e Fredrik Neij-- foram condenados em abril deste ano a um ano de prisão, por estimularem a queda dos direitos autorais. Eles foram ordenados a pagar US$ 3,6 milhões em indenização a empresas de entretenimento.
| Bob Strong/Reuters |
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| Da esq. para dir., os fundadores do Pirate Bay: Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm e Peter Sunde, após julgamento do site, em abril |
A empresa deve assumir o controle do Pirate Bay em agosto. Em nota, a GGF afirma que espera desenvolver "novos modelos de negócio que permitam compensar os produtores de conteúdo e detentores de direitos autorais".
"Nós gostaríamos de introduzir modelos que envolvam o pagamento de provedores de conteúdo e donos de direitos autorais pelo que é baixado no site", afirma Hans Pandeya, executivo-chefe da empresa, em nota.
Em post no blog do Pirate Bay, os responsáveis pelo site afirmam que a decisão de vendê-lo está relacionada à capacidade de investimento. "Como todos sabem, não houve muitas novidades no site nos últimos dois, três anos. É essencialmente o mesmo site. Na internet, as coisas morrem se não evoluem. Não queremos que isso aconteça", diz o texto.
Segundo eles, o lucro com as vendas será destinado a uma fundação que vai colaborar com outros projetos relacionados à "liberdade de expressão, liberdade de informação e a abertura da internet".
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