Portal de vídeos Joost corta funcionários e "abandona" internautas
da Reuters, em Nova York
O portal Joost, pioneiro na exibição de filmes e programas de TV na internet, vai abandonar seu sistema para o consumidor e irá cortar empregos --além de perder seu executivo-chefe, Mike Volpi.
A empresa afirmou nesta terça-feira (30) que irá mudar sua estratégia para servir como uma plataforma de vídeo para empresas de mídia, como companhias de TV a cabo ou satélite, além de redes de televisão. Com isso, o portal se distancia da ideia de ser, prioritariamente, um site para "internautas comuns".
"Nesses tempos difíceis, economicamente, tem sido um desafio cada vez maior continuar operando como uma plataforma de vídeo on-line independente, sustentado por propaganda", afirmou Volpi.
O Joost foi lançado em 2007 em meio a muito furor, como a nova aposta dos fundadores do Skype Janus Friis e Niklas Zennstrom, que lançaram o serviço de voz por IP Skype. Antes, os executivos já haviam fundado o KaZaa, serviço de compartilhamento de arquivos que foi muito popular na internet.
Mas o portal não conseguiu se tornar o maior site de seriados e filmes, perdendo essa posição para o Hulu.com, uma associação entre a News Corp, a NBC Universal e a Walt Disney.
O número de espectadores do Hulu cresceu rapidamente no último ano e ele é hoje o segundo site de vídeos mais assistido nos Estados Unidos, atrás do YouTube, do Google.
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