MPF pede que Telefônica deixe de cobrar multa por desistência do Speedy
da Folha Online
O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) recomendou nesta quinta-feira (2) que a Telefônica deixe de cobrar de seus clientes a multa pelo cancelamento do serviço de banda larga Speedy. Segundo a instituição, a recomendação foi feita em razão de a empresa não ter conseguido manter a qualidade do serviço.
Nos últimos meses, o Speedy tem enfrentado panes recorrentes, o que já havia feito com que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibisse a empresa de vender novas assinaturas, até que implemente medidas para melhorar o sistema. A Telefônica já apresentou à agência um plano sobre o assunto.
"O contrato de longa duração só é justo se mantida a qualidade do serviço por todo o período prestado", afirma Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, procurador da República responsável pela recomendação. Ele entende que a companhia "não pode querer impor o prejuízo da sua má prestação de serviços aos consumidores".
Segundo o MPF-SP, pesou na decisão o fato de, na visão da instituição, a Telefônica não apresentar um atendimento eficiente ao consumidor.
No último dia 26, a empresa apresentou um plano de R$ 70 milhões, em três etapas, como forma de melhorar o sistema do Speedy. O valor se refere a uma antecipação do orçamento previsto para 2009, de R$ 750 milhões, para cumprir o cronograma da Anatel. Em 2008, foram investidos R$ 500 milhões em redes de dados.
Entre as iniciativas a serem adotadas na primeira fase está, por exemplo, a ampliação da capacidade de escoamento do tráfego para sítios e saídas alocados fora do país, por meio da ampliação dos cabos submarinos (denominados 'tool gates').
Outro objetivo é dobrar a capacidade dos equipamentos de DNS (que transformam o endereço alfabético digitado pelo usuário em um número).
Na avaliação do presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, com esses investimentos "praticamente não haverá degradação da rede" (queda e lentidão no tráfego). Valente reconheceu ainda que é necessário melhorar o atendimento ao cliente.
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Devo pertencer aos 5 % que não terão possibilidade de conexão na Banda Larga Popular.
Se houvesse um barateamento da Internet 3G, 3.5G, 4G, com certeza muitos migrariam para estas novas tecnologias.
Devemos sonhar ou nos iludir? que um dia contaremos com internet com fibra ótica na porta de casa, "sinergizados" com vários formatos de mídia em alta definição e alta velocidade (e qualidade) de transmissão e receção de dados. (Isso é real no Oriente já faz um bom tempo...
Ainda não reclamei na ANATEL, mas acho que seria um caminho ou maiores aborrecimentos até conseguir ser atendido pela Ouvidoria
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