Telefônica apresenta novo problema na banda larga Speedy em São Paulo
MARINA LANG
colaboração para a Folha Online
Atualizado às 16h15.
O Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, está com problemas nesta quinta-feira (2). Segundo a central de atendimento ao cliente da companhia telefônica, o problema deve ser resolvido em um prazo de 5 horas.
Acompanhe a cronologia de panes nos serviços da Telefônica
Anatel descarta multa e mantém suspensão de vendas do Speedy
Veto à venda do Speedy prejudica provedores e novos clientes
Telefônica suspende venda do Speedy; empresa diz que medida pode causar demissões
Omissão sobre suspensão de compra do Speedy já caracteriza multa para Telefônica, diz Idec
Nos últimos meses, o Speedy tem enfrentado panes recorrentes, o que já havia feito com que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibisse a empresa de vender novas assinaturas, até que implemente medidas para melhorar o sistema. A Telefônica já apresentou à agência um plano sobre o assunto.
Em contato com a central de atendimento, a reportagem da Folha Online esperou durante 10 minutos e 28 segundos até, finalmente, ser atendida. O funcionário da empresa informou que, além do Speedy, há problemas com a distribuição da central de atendimento da Telefônica.
Ouça trechos da conversa entre a reportagem e o atendimento da Telefônica:
O problema informado refere-se à autenticação do serviço de internet. A manutenção do Speedy, de acordo com a companhia e com internautas no serviço de microblogs Twitter, ocorre em todo o Estado de São Paulo.
Residente de Peruíbe (litoral de São Paulo), o estudante universitário Gregori Pavan, 23, detectou o problema a partir das 13h. "Achei que era algum problema comigo, com o computador, e aguardei. Por volta das 14h, nada funcionava. Resolvi entrar em contato com a Telefônica, e dava sinal ocupado direto, sem nenhum atendimento", afirmou à reportagem.
O internauta relatou que procurou a ouvidoria da empresa, cujo número não é divulgado. "Às 14h30, recebi a informação de que estava ocorrendo uma grande manutenção", disse. "Pediram para que eu aguardasse até às 18h, porque poderia ser que a conexão voltasse. Nesse momento [até a publicação da entrevista], a conexão não havia retornado."
Ouça trechos da conversa entre a reportagem e o internauta:
Ele informa que a ouvidoria da empresa não sabia do problema. "O problema ocorreu, e não foi divulgado pela empresa de uma maneira coerente para os assinantes, já que não estão conseguindo usar o serviço. Quem consegue a ligação por meio do 10315, está esperando uma média de 10 minutos para ser atendido", diz ele.
"Nota-se por isso que não é bem uma manutenção. Isso é uma nova falha que está ocorrendo, e que está sendo feita uma manutenção agora. Então não é uma manutenção prevista. Não houve nenhum aviso, eu sou cliente do Speedy e não houve. Não deram nenhum tipo de detalhe", afirma.
Ministério Público
Hoje, o MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) recomendou que a Telefônica deixe de cobrar de seus clientes a multa pelo cancelamento do Speedy. Segundo a instituição, a recomendação foi feita em razão de a empresa não ter conseguido manter a qualidade do serviço.
No último dia 26, a empresa apresentou um plano de R$ 70 milhões, em três etapas, como forma de melhorar o sistema do Speedy. O valor se refere a uma antecipação do orçamento previsto para 2009, de R$ 750 milhões, para cumprir o cronograma da Anatel. Em 2008, foram investidos R$ 500 milhões em redes de dados.
Entre as iniciativas a serem adotadas na primeira fase está, por exemplo, a ampliação da capacidade de escoamento do tráfego para sítios e saídas alocados fora do país, por meio da ampliação dos cabos submarinos (denominados "tool gates").
Outro objetivo é dobrar a capacidade dos equipamentos de DNS (que transformam o endereço alfabético digitado pelo usuário em um número).
Na avaliação do presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, com esses investimentos "praticamente não haverá degradação da rede" (queda e lentidão no tráfego). Valente reconheceu ainda que é necessário melhorar o atendimento ao cliente.


avalie fechar
Devo pertencer aos 5 % que não terão possibilidade de conexão na Banda Larga Popular.
Se houvesse um barateamento da Internet 3G, 3.5G, 4G, com certeza muitos migrariam para estas novas tecnologias.
Devemos sonhar ou nos iludir? que um dia contaremos com internet com fibra ótica na porta de casa, "sinergizados" com vários formatos de mídia em alta definição e alta velocidade (e qualidade) de transmissão e receção de dados. (Isso é real no Oriente já faz um bom tempo...
Ainda não reclamei na ANATEL, mas acho que seria um caminho ou maiores aborrecimentos até conseguir ser atendido pela Ouvidoria
avalie fechar
avalie fechar