27/06/2001
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05h51
Imagine o micro lendo seu pensamento. Se há pouco isso estaria mais para uma utopia futurista, agora chegou à realidade, mesmo que de maneira limitada.
No Brasil, o projeto que mais chama a atenção nesse sentido foi desenvolvido na USP (Universidade de São Paulo): um cursor de mouse que pode ser movido pelos pensamentos do usuário.
"Os sinais cerebrais podem ser separados quando a pessoa imagina o movimento de seus braços. Dessa forma, esses impulsos biológicos -que são eletricidade- são usados para movimentar o cursor", diz o professor de ciência da computação Ernane José Xavier, autor do experimento.
Para realizar o projeto, Xavier usou um modesto micro com processador Pentium de 133 MHz e um conjunto de equipamentos relativamente simples.
Mas, no coração do experimento, está uma tecnologia de ponta: um software de rede neural. Trata-se de um tipo de programa capaz de "aprender" usando um mecanismo que imita o cérebro humano.
Esse sistema encontra semelhanças entre instruções ligeiramente diferentes, permitindo que sinais instáveis, como os do cérebro, sejam decodificados mais facilmente e, nesse caso, tornem-se comandos para o micro.
Games
Fazer com que games respondam às reações mentais dos jogadores. Esse é o objetivo de outro projeto de Xavier ligado à comunicação homem-máquina.
Com esse sistema, quem estivesse em um jogo de corrida de carros, por exemplo, veria a tela embaçar e teria mais dificuldade para comandar o veículo. E o aumento do estresse só traria mais realismo ao game.
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Brasil tem mouse movido a pensamento
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Brasil tem mouse movido a pensamento
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da Folha de S.PauloImagine o micro lendo seu pensamento. Se há pouco isso estaria mais para uma utopia futurista, agora chegou à realidade, mesmo que de maneira limitada.
No Brasil, o projeto que mais chama a atenção nesse sentido foi desenvolvido na USP (Universidade de São Paulo): um cursor de mouse que pode ser movido pelos pensamentos do usuário.
"Os sinais cerebrais podem ser separados quando a pessoa imagina o movimento de seus braços. Dessa forma, esses impulsos biológicos -que são eletricidade- são usados para movimentar o cursor", diz o professor de ciência da computação Ernane José Xavier, autor do experimento.
Para realizar o projeto, Xavier usou um modesto micro com processador Pentium de 133 MHz e um conjunto de equipamentos relativamente simples.
Mas, no coração do experimento, está uma tecnologia de ponta: um software de rede neural. Trata-se de um tipo de programa capaz de "aprender" usando um mecanismo que imita o cérebro humano.
Esse sistema encontra semelhanças entre instruções ligeiramente diferentes, permitindo que sinais instáveis, como os do cérebro, sejam decodificados mais facilmente e, nesse caso, tornem-se comandos para o micro.
Games
Fazer com que games respondam às reações mentais dos jogadores. Esse é o objetivo de outro projeto de Xavier ligado à comunicação homem-máquina.
Com esse sistema, quem estivesse em um jogo de corrida de carros, por exemplo, veria a tela embaçar e teria mais dificuldade para comandar o veículo. E o aumento do estresse só traria mais realismo ao game.
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