19/09/2001
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04h42
Nova York. Terça-feira da semana passada. 11h29 (horário de Brasília). "Fui chorando buscar minha irmã na escola. Cheguei, estava todo mundo chorando. Ela perguntou pelo meu pai. Eu disse que não tínhamos notícias dele."
O relato está no blog www.gringolandia.cjb.net, diário on-line da paulistana Deborah Andrade, 19, que escreve de Nova York, onde vive há dois anos.
No dia da tragédia, o site chegou a ganhar até seis novos relatos por
hora. Eles falavam sobre a angústia da espera pelo pai, o desespero da mãe e o medo de não saber o que mais poderia acontecer.
E, como o endereço do diário foi espalhado entre os internautas, via grupos de discussão e e-mail, suas emoções ganharam fama.
"Em dias normais, recebo uns 15 comentários (mensagens deixadas por visitantes) no meu blog. Naquela terça, foram por volta de 200", disse Deborah por e-mail.
Guerra
Outro que teve seu dia de correspondente de guerra foi o analista de sistemas Cristiano Dias, 28. Carioca que trabalha em Nova York, ele tem um blog (www.crisdias.com/weblog) que recebeu cerca de mil visitantes no dia do ataque; em geral, são 50 ao dia.
"Na primeira vez em que escrevi, foi só para dizer aos meus amigos: "Ei, estou vivo'", diz.
Depois, ele começou a contar o que passava pela sua cabeça e pela de seus amigos americanos, em mensagens como esta: "Duas amigas estavam indo para o trabalho quando viram o segundo avião bater no prédio.
Saíram correndo. Estão aqui em casa agora. Estamos todos em choque".
Além de trazer relatos, os blogs prestam serviço às vítimas dos atentados, ainda que indiretamente. Quem diz é o site http://blogdex.media.mit.edu, que contabiliza quais são os links mais presentes em milhares de diários on-line. No final da última semana, o mais constante nesses sites era um que levava à página da Cruz Vermelha dos EUA (www.redcross.org), que arrecada doações para pagar despesas com vítimas dos ataques.
Para brasileiros à espera de notícias de amigos dados como desaparecidos, há o site www.folha.com.br/terrorismo. Além de trazer a lista de pessoas que foram encontradas, ele publica o nome de brasileiros que não deram notícias.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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da Folha de S.PauloNova York. Terça-feira da semana passada. 11h29 (horário de Brasília). "Fui chorando buscar minha irmã na escola. Cheguei, estava todo mundo chorando. Ela perguntou pelo meu pai. Eu disse que não tínhamos notícias dele."
O relato está no blog www.gringolandia.cjb.net, diário on-line da paulistana Deborah Andrade, 19, que escreve de Nova York, onde vive há dois anos.
No dia da tragédia, o site chegou a ganhar até seis novos relatos por
hora. Eles falavam sobre a angústia da espera pelo pai, o desespero da mãe e o medo de não saber o que mais poderia acontecer.
E, como o endereço do diário foi espalhado entre os internautas, via grupos de discussão e e-mail, suas emoções ganharam fama.
"Em dias normais, recebo uns 15 comentários (mensagens deixadas por visitantes) no meu blog. Naquela terça, foram por volta de 200", disse Deborah por e-mail.
Guerra
Outro que teve seu dia de correspondente de guerra foi o analista de sistemas Cristiano Dias, 28. Carioca que trabalha em Nova York, ele tem um blog (www.crisdias.com/weblog) que recebeu cerca de mil visitantes no dia do ataque; em geral, são 50 ao dia.
"Na primeira vez em que escrevi, foi só para dizer aos meus amigos: "Ei, estou vivo'", diz.
Depois, ele começou a contar o que passava pela sua cabeça e pela de seus amigos americanos, em mensagens como esta: "Duas amigas estavam indo para o trabalho quando viram o segundo avião bater no prédio.
Saíram correndo. Estão aqui em casa agora. Estamos todos em choque".
Além de trazer relatos, os blogs prestam serviço às vítimas dos atentados, ainda que indiretamente. Quem diz é o site http://blogdex.media.mit.edu, que contabiliza quais são os links mais presentes em milhares de diários on-line. No final da última semana, o mais constante nesses sites era um que levava à página da Cruz Vermelha dos EUA (www.redcross.org), que arrecada doações para pagar despesas com vítimas dos ataques.
Para brasileiros à espera de notícias de amigos dados como desaparecidos, há o site www.folha.com.br/terrorismo. Além de trazer a lista de pessoas que foram encontradas, ele publica o nome de brasileiros que não deram notícias.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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