Informática
19/09/2001 - 04h48

E-mails trazem piadas bizarras sobre os atentados

Publicidade
da Folha de S.Paulo

Poucas horas após os atentados, começaram a circular piadas na rede sobre o World Trade Center, os aviões sequestrados e os EUA. Sobrou humor negro até para a Argentina.

É o caso de uma mensagem cuja história se passa em um diálogo ao telefone. Um brasileiro liga para o presidente dos EUA dizendo ser o autor dos atentados. George W. Bush responde que, por isso, vai bombardear o Brasil. Então, para ter certeza sobre o melhor alvo, Bush pergunta ao interlocutor qual é a capital do país. A resposta: "Senhor presidente, como todo americano sabe, é Buenos Aires".

Também houve muitas charges. Intitulada "adesivo de pára-choque", uma delas parodiava os adesivos do tipo "I [símbolo de coração] NY" -que significam "Eu amo NY"- mostrando "I [símbolo de explosão] NY".

Houve até quem usasse editores de texto para as gracinhas. Uma mensagem pedia que o destinatário abrisse o Word, escrevesse as iniciais "NY" e mudasse a fonte das letras para Wingdings. Ao fim da operação, aparece uma caveira no lugar do "N" e uma estrela de Davi no lugar do "Y" -esta figura é um símbolo judaico, e na semana passada havia especulações de que o apoio dos EUA a Israel teria sido uma das causas dos atos terroristas.

Leilão banido
Outra atitude bizarra partiu de usuários do site de leilões eBay (www.ebay.com), que, horas após o desastre, vendiam destroços do Word Trade Center. A empresa baniu do site esses leilões.

Leia mais no especial sobre atentados nos EUA

Leia mais:

  • Ódio, terror e sangue na internet

  • Internet pulsa com emoções do mundo

  • Diários on-line narram dia de terror

  • FBI investiga e-mails suspeitos

  • Sites de amor vencem as de ódio

  • Games fogem de referências ao WTC

  • E-mails trazem piadas sobre os atentados

  • Vírus ganham novo viés político

  • Extremismo do Oriente Médio cai na rede

  • Conheça a história de países árabes na rede

  • Saiba mais sobre os alvos dos terroristas

  • Racistas defendem bandeiras na web

  • Sites pregam contra a violência

  • Terror europeu tem espaço na web
  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca