03/10/2001
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18h30
Gravadoras e estúdios de cinema dos Estados Unidos abriram hoje um processo contra as empresas que colocaram na internet os programas de troca de músicas e filmes Morpheus, KaZaA e Grokster, que integram a rede de troca de arquivos FastTrack, sucessora do Napster na web.
Na ação, as gravadoras e os estúdios de cinema reclamam que os serviços auferem lucros com a violação de material com direitos autorais reservados. Eles querem que um tribunal da Califórnia ordene o fechamento das empresas Grokster, MusicCity.com, MusicCity Networks e Consumer Empowerment, responsáveis pelos programas.
"Os réus criaram um bazar de pirataria do século 21, onde a troca ilegal de material protegido ocorre nas amplas extensões da internet", diz a ação.
A iniciativa ocorre no momento em que a indústria fonográfica tenta lançar seus próprios serviços de música pela internet, dando acesso limitado aos internautas a canções por uma tarifa mensal. Os serviços MusicNet e Pressplay, que reúnem as grandes gravadoras, devem entram no ar dentro de dois meses.
Tiro no escuro
Mas, ao contrário do Napster, que encerrou suas operações por conta de uma ordem judicial, Morpheus, KaZaA e Grokster não oferecem um servidor central para a passagem dos arquivos. Mesmo que as empresas fechem, os internautas poderão continuar trocando arquivos pela internet. "A rede é auto-suficiente", disse Steve Griffin, presidente-executivo da MusicCity.
Os três programas são, na verdade, uma coisa só: têm a mesma interface e as mesmas músicas e vídeos. Basta ter um deles para poder compartilhar seu disco rígido com os usuários dos outros dois —isso porque os três acessam a FastTrack.
Na tarde de hoje, por exemplo, estavam conectados cerca de 503 mil usuários à rede, compartilhando um total de 68 milhões de arquivos (entre músicas, programas e vídeos) que ocupavam 375 Tbytes (milhões de megabytes).
Música de graça é popular
Cerca de 3,05 bilhões de arquivos de música e mídia digital foram trocados entre internautas durante o mês de agosto, de acordo com números da empresa de pesquisa Webnoize. Mesmo depois das mudanças que acabaram com o Napster, popular e polêmico serviço gratuito de troca de músicas pela web, os internautas continuam a utilizar programas de compartilhamento de arquivos.
A rede FastTrack movimentou 970 milhões de arquivos. Em seguida aparece o Audiogalaxy, com 910 milhões de arquivos. Depois o iMesh, com 640 milhões de trocas e por último o Gnutella, com 530 milhões de transferências.
Segundo o levantamento, quando o Napster estava no auge de sua utilização, apenas 2,79 bilhões de arquivos foram trocados entre usuários da rede. Com o aumento da velocidade das conexões, o tamanho dos arquivos trocados também cresceu —agora, os internautas também trocam filmes e programas de computador pela internet.
com agências internacionais
Música Digital Leia mais e veja como pegar MP3
Gravadoras processam softs de troca de músicas da FastTrack
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da Folha OnlineGravadoras e estúdios de cinema dos Estados Unidos abriram hoje um processo contra as empresas que colocaram na internet os programas de troca de músicas e filmes Morpheus, KaZaA e Grokster, que integram a rede de troca de arquivos FastTrack, sucessora do Napster na web.
Na ação, as gravadoras e os estúdios de cinema reclamam que os serviços auferem lucros com a violação de material com direitos autorais reservados. Eles querem que um tribunal da Califórnia ordene o fechamento das empresas Grokster, MusicCity.com, MusicCity Networks e Consumer Empowerment, responsáveis pelos programas.
"Os réus criaram um bazar de pirataria do século 21, onde a troca ilegal de material protegido ocorre nas amplas extensões da internet", diz a ação.
A iniciativa ocorre no momento em que a indústria fonográfica tenta lançar seus próprios serviços de música pela internet, dando acesso limitado aos internautas a canções por uma tarifa mensal. Os serviços MusicNet e Pressplay, que reúnem as grandes gravadoras, devem entram no ar dentro de dois meses.
Tiro no escuro
Mas, ao contrário do Napster, que encerrou suas operações por conta de uma ordem judicial, Morpheus, KaZaA e Grokster não oferecem um servidor central para a passagem dos arquivos. Mesmo que as empresas fechem, os internautas poderão continuar trocando arquivos pela internet. "A rede é auto-suficiente", disse Steve Griffin, presidente-executivo da MusicCity.
Os três programas são, na verdade, uma coisa só: têm a mesma interface e as mesmas músicas e vídeos. Basta ter um deles para poder compartilhar seu disco rígido com os usuários dos outros dois —isso porque os três acessam a FastTrack.
Na tarde de hoje, por exemplo, estavam conectados cerca de 503 mil usuários à rede, compartilhando um total de 68 milhões de arquivos (entre músicas, programas e vídeos) que ocupavam 375 Tbytes (milhões de megabytes).
Música de graça é popular
Cerca de 3,05 bilhões de arquivos de música e mídia digital foram trocados entre internautas durante o mês de agosto, de acordo com números da empresa de pesquisa Webnoize. Mesmo depois das mudanças que acabaram com o Napster, popular e polêmico serviço gratuito de troca de músicas pela web, os internautas continuam a utilizar programas de compartilhamento de arquivos.
A rede FastTrack movimentou 970 milhões de arquivos. Em seguida aparece o Audiogalaxy, com 910 milhões de arquivos. Depois o iMesh, com 640 milhões de trocas e por último o Gnutella, com 530 milhões de transferências.
Segundo o levantamento, quando o Napster estava no auge de sua utilização, apenas 2,79 bilhões de arquivos foram trocados entre usuários da rede. Com o aumento da velocidade das conexões, o tamanho dos arquivos trocados também cresceu —agora, os internautas também trocam filmes e programas de computador pela internet.
com agências internacionais
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