05/12/2001
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04h04
Para conquistar compradores e ganhar mercado, os fabricantes de PCs procuram enfatizar ao máximo as supostas qualidades de seus produtos, enunciando números nem sempre compreensíveis. Como o usuário comum geralmente deseja simplesmente adquirir o micro "mais avançado", essa prática pode levá-lo a más decisões de compra.
A regra de "quanto mais, melhor" pode e deve ser usada, mas antes de aplicá-la é preciso entender a importância de cada componente de acordo com o uso que o PC terá.
O principal argumento publicitário é a velocidade do processador (CPU), que é medida em megahertz (MHz) ou gigahertz (GHz, equivalente a 1.000 MHz), mas esse número pode ser irrelevante: se o objetivo é apenas navegar na internet, escrever textos, ouvir músicas tiradas da rede e se comunicar por e-mail, qualquer CPU atual é suficiente.
Nesses casos, o fator limitante é a velocidade da conexão de rede, que praticamente independe dos principais componentes do micro, como o processador, a placa de vídeo ou a memória RAM. A única peça que realmente determina a rapidez de navegação é o modem, mas os PCs vendidos atualmente costumam empregar modelos de qualidade similar.
Evite, apenas, os modems on-board (embutidos na placa-mãe), que tendem a apresentar problemas. Quem pretende acessar a internet por banda larga precisa de um micro com placa de rede, mas o componente é barato (R$ 50) e pode ser facilmente instalado pelo fabricante se o usuário desejar.
Observando os principais micros disponíveis no mercado, você notará a falta de monitores grandes. Como os modelos de 17 polegadas custam caro, os fabricantes oferecem telas menores, com 15 polegadas.
Um monitor de 17 polegadas permite utilizar resolução de tela de 1.024x768 pontos, aumentando bastante a área útil para ícones e janelas. Para quem pretende usar o PC em editoração gráfica, isso faz muita diferença.
Se você puder pagar, opte pelo monitor maior, que custa aproximadamente R$ 300 a mais. Mais avançados, os monitores de cristal líquido por enquanto não passam de curiosidade, pois ainda são caros.
Quem pretende jogar games no PC deve evitar a todo custo as máquinas com placa de vídeo on-board, pois elas oferecem baixo desempenho e atrapalham o uso de jogos 3D.
Alguns usuários optam por micros Macintosh, que possuem desenho elegante e permitem trocar documentos com usuários de PC, mas são caros e não funcionam com softwares para Windows.
Por fim, não se iluda com os pacotes que reúnem um PC e vários acessórios, como scanner e impressora: em muitos casos, você estará pagando o mesmo valor que desembolsaria caso adquirisse em separado cada um dos produtos.
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da Folha de S.PauloPara conquistar compradores e ganhar mercado, os fabricantes de PCs procuram enfatizar ao máximo as supostas qualidades de seus produtos, enunciando números nem sempre compreensíveis. Como o usuário comum geralmente deseja simplesmente adquirir o micro "mais avançado", essa prática pode levá-lo a más decisões de compra.
A regra de "quanto mais, melhor" pode e deve ser usada, mas antes de aplicá-la é preciso entender a importância de cada componente de acordo com o uso que o PC terá.
O principal argumento publicitário é a velocidade do processador (CPU), que é medida em megahertz (MHz) ou gigahertz (GHz, equivalente a 1.000 MHz), mas esse número pode ser irrelevante: se o objetivo é apenas navegar na internet, escrever textos, ouvir músicas tiradas da rede e se comunicar por e-mail, qualquer CPU atual é suficiente.
Nesses casos, o fator limitante é a velocidade da conexão de rede, que praticamente independe dos principais componentes do micro, como o processador, a placa de vídeo ou a memória RAM. A única peça que realmente determina a rapidez de navegação é o modem, mas os PCs vendidos atualmente costumam empregar modelos de qualidade similar.
Evite, apenas, os modems on-board (embutidos na placa-mãe), que tendem a apresentar problemas. Quem pretende acessar a internet por banda larga precisa de um micro com placa de rede, mas o componente é barato (R$ 50) e pode ser facilmente instalado pelo fabricante se o usuário desejar.
Observando os principais micros disponíveis no mercado, você notará a falta de monitores grandes. Como os modelos de 17 polegadas custam caro, os fabricantes oferecem telas menores, com 15 polegadas.
Um monitor de 17 polegadas permite utilizar resolução de tela de 1.024x768 pontos, aumentando bastante a área útil para ícones e janelas. Para quem pretende usar o PC em editoração gráfica, isso faz muita diferença.
Se você puder pagar, opte pelo monitor maior, que custa aproximadamente R$ 300 a mais. Mais avançados, os monitores de cristal líquido por enquanto não passam de curiosidade, pois ainda são caros.
Quem pretende jogar games no PC deve evitar a todo custo as máquinas com placa de vídeo on-board, pois elas oferecem baixo desempenho e atrapalham o uso de jogos 3D.
Alguns usuários optam por micros Macintosh, que possuem desenho elegante e permitem trocar documentos com usuários de PC, mas são caros e não funcionam com softwares para Windows.
Por fim, não se iluda com os pacotes que reúnem um PC e vários acessórios, como scanner e impressora: em muitos casos, você estará pagando o mesmo valor que desembolsaria caso adquirisse em separado cada um dos produtos.
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