23/01/2002
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04h39
da Folha de S.Paulo
Imagine carregar consigo um aparelho que permita ouvir arquivos musicais, redigir textos e planilhas, transmitir e-mails e acessar sites, tudo isso a qualquer hora e em qualquer lugar. Enquanto as empresas de telecomunicações se esforçam para incrementar as conexões sem fio, os fabricantes de micros portáteis tentam desenvolver máquinas cujo software e hardware dêem conta do recado.
Atualmente, os modelos mais sofisticados empregam o sistema operacional Windows CE, que foi criado pela Microsoft e também é conhecido como Pocket PC. A Folha testou dois desses aparelhos, cuja diversidade de funções acarreta preços elevados.
No quesito programas, o HP Jornada 568 surpreende: além de trazer versões portáteis do navegador Internet Explorer, do programa de correio Outlook e dos editores Word e Excel, o micro de mão inclui o comunicador pessoal MSN Messenger, que permite trocar mensagens instantâneas via rede, e o tocador Windows Media, capaz de reproduzir vídeos e arquivos MP3.
O portátil, que tem 64 Mbytes de memória e tela colorida com boa resolução (240x320 pontos), é fornecido com uma cópia do Outlook 2002 (para instalar no PC de mesa) e emprega uma bateria destacável, que pode ser trocada caso não haja tempo de recarregá-la. Um dos principais destaques do Jornada é o sistema de reconhecimento de escrita, que converte notas manuscritas em arquivos datilografados, dispensando a utilização de um teclado para a redação de textos.
Infelizmente, esse recurso é bastante impreciso, cometendo muitos erros ao interpretar a escrita cursiva do usuário. A alternativa ao teclado é selecionar a opção Block recognizer, que exige a memorização de uma caligrafia especial, mas dá resultados melhores.
Uma grande fraqueza do micro da HP está no acesso à internet: como o aparelho não é compatível com cartões do tipo PCMCIA, o usuário não pode desfrutar do serviço Zaaap, que oferece acesso móvel e já está disponível em São Paulo (leia texto abaixo). Para transferir e-mails ou conteúdo on-line para a memória do Jornada, é preciso conectá-lo a um laptop ou a um PC de mesa.
O iPaq 3670, por outro lado, possui menos softs (a versão avaliada não tinha o MSN Messenger nem o Windows Media), mas aceita cartões PCMCIA mediante a instalação de um adaptador.
O modelo da Compaq traz o tocador Pocket Video (compatível com o formato MPEG), também faz reconhecimento de escrita, possui 64 Mbytes de memória e tem tela colorida (240x320).
Os dois aparelhos empregam o processador StrongARM de 206 MHz, que proporciona conforto na utilização do sistema operacional e oferece desempenho surpreendente na execução de vídeos, mas poderia ser mais rápido: a abertura de arquivos musicais provoca engasgos nos demais programas, prejudicando o uso dos portáteis como toca-MP3.
Tanto o Jornada quanto o iPaq sofrem com a principal limitação dos micros de mão: a quantidade de memória. Embora comportem a instalação de muitos softs (leia texto na pág. F4), 64 Mbytes são insuficientes para que o usuário leve seus arquivos MP3. Considerando que cada minuto de música ocupa 1 Mbyte da memória, que é compartilhada com documentos e programas, a solução é instalar cartões CompactFlash, que custam caro: R$ 120 para cada 32 Mbytes. No caso do iPaq, a expansão exige um adaptador (R$ 158).
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BRUNO GARATTONIda Folha de S.Paulo
Imagine carregar consigo um aparelho que permita ouvir arquivos musicais, redigir textos e planilhas, transmitir e-mails e acessar sites, tudo isso a qualquer hora e em qualquer lugar. Enquanto as empresas de telecomunicações se esforçam para incrementar as conexões sem fio, os fabricantes de micros portáteis tentam desenvolver máquinas cujo software e hardware dêem conta do recado.
Atualmente, os modelos mais sofisticados empregam o sistema operacional Windows CE, que foi criado pela Microsoft e também é conhecido como Pocket PC. A Folha testou dois desses aparelhos, cuja diversidade de funções acarreta preços elevados.
No quesito programas, o HP Jornada 568 surpreende: além de trazer versões portáteis do navegador Internet Explorer, do programa de correio Outlook e dos editores Word e Excel, o micro de mão inclui o comunicador pessoal MSN Messenger, que permite trocar mensagens instantâneas via rede, e o tocador Windows Media, capaz de reproduzir vídeos e arquivos MP3.
O portátil, que tem 64 Mbytes de memória e tela colorida com boa resolução (240x320 pontos), é fornecido com uma cópia do Outlook 2002 (para instalar no PC de mesa) e emprega uma bateria destacável, que pode ser trocada caso não haja tempo de recarregá-la. Um dos principais destaques do Jornada é o sistema de reconhecimento de escrita, que converte notas manuscritas em arquivos datilografados, dispensando a utilização de um teclado para a redação de textos.
Infelizmente, esse recurso é bastante impreciso, cometendo muitos erros ao interpretar a escrita cursiva do usuário. A alternativa ao teclado é selecionar a opção Block recognizer, que exige a memorização de uma caligrafia especial, mas dá resultados melhores.
Uma grande fraqueza do micro da HP está no acesso à internet: como o aparelho não é compatível com cartões do tipo PCMCIA, o usuário não pode desfrutar do serviço Zaaap, que oferece acesso móvel e já está disponível em São Paulo (leia texto abaixo). Para transferir e-mails ou conteúdo on-line para a memória do Jornada, é preciso conectá-lo a um laptop ou a um PC de mesa.
O iPaq 3670, por outro lado, possui menos softs (a versão avaliada não tinha o MSN Messenger nem o Windows Media), mas aceita cartões PCMCIA mediante a instalação de um adaptador.
O modelo da Compaq traz o tocador Pocket Video (compatível com o formato MPEG), também faz reconhecimento de escrita, possui 64 Mbytes de memória e tem tela colorida (240x320).
Os dois aparelhos empregam o processador StrongARM de 206 MHz, que proporciona conforto na utilização do sistema operacional e oferece desempenho surpreendente na execução de vídeos, mas poderia ser mais rápido: a abertura de arquivos musicais provoca engasgos nos demais programas, prejudicando o uso dos portáteis como toca-MP3.
Tanto o Jornada quanto o iPaq sofrem com a principal limitação dos micros de mão: a quantidade de memória. Embora comportem a instalação de muitos softs (leia texto na pág. F4), 64 Mbytes são insuficientes para que o usuário leve seus arquivos MP3. Considerando que cada minuto de música ocupa 1 Mbyte da memória, que é compartilhada com documentos e programas, a solução é instalar cartões CompactFlash, que custam caro: R$ 120 para cada 32 Mbytes. No caso do iPaq, a expansão exige um adaptador (R$ 158).
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