Informática
23/01/2002 - 04h39

Sistema Palm OS exige menos memória

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da Folha de S.Paulo

Os micros de mão da Palm e da Handspring conversam entre si sem problema algum. Isso porque usam o mesmo sistema operacional, responsável pelo funcionamento da máquina.

O Palm OS leva vantagem sobre o Pocket PC, da Microsoft, por exigir pouca memória. Enquanto o modelo mais simples sai de fábrica com 2 Mbytes de memória, os micros de mão que operam com o sistema da empresa de Bill Gates exigem 32 Mbytes para trabalhar folgadamente.

Os modelos mais sofisticados com o Palm OS chegam às prateleiras com 8 Mbytes de memória e aceitam módulos de expansão.

Para começar a usar seu micro de mão com Palm OS, basta instalar um CD no computador de mesa ou no notebook e conectar um cabo entre o palmtop e o micro desktop ou o portátil.

Antes, porém, alguns modelos exigem recarregar a bateria por no mínimo três horas. O cabo é necessário para sincronizar os dados e instalar programas adicionais ao palmtop.

Os micros que usam o Palm OS chegam às lojas com um pacote mínimo de programas, que inclui agenda de endereços, de compromissos com alarme, bloco de anotações para usar com escrita cursiva e calculadora.

Uma das vantagens do sistema Palm OS sobre o Pocket PC é o tamanho dos programas. Ao pegar gratuitamente ou comprar aplicativos extras, gasta-se pouco espaço na memória do aparelhinho. É possível acrescentar um editor de textos mais complexo e outras aplicações, como jogos, antivírus, além de livros inteiros sem exigir muito da máquina.

Um palmtop com 2 Mbytes de memória (o mais em conta do mercado e que não custa mais do que R$ 459, por exemplo) consegue armazenar alguns livros de James Joyce, dicionário de conjugação de verbos de espanhol, os jogos Tetris, paciência e xadrez sem ocupar sua capacidade máxima do aparelho.

Se o consumidor exigir cor na tela, vai precisar mais memória: no mínimo 8 Mbytes.

A gíria mais conhecida entre os donos de micros de mão com o sistema Palm OS é o verbo em inglês "beam", que significa a troca de dados entre palmtops usando raios infravermelhos. Na gíria informatiquês, o termo já foi aportuguesado e virou "bimar".

Ou seja, em lugar do velho cartão de visitas em papel, o usuário cria um cartão eletrônico no palmtop. Então, em vez de fazer a convencional troca de cartões de visitas, os executivos, logo após o aperto de mão, simplesmente posicionam seus micrinhos com infravermelho de frente um para o outro e pressionam o botão com o ícone de um telefone para fazer a troca eletrônica de cartões.

A saída infravermelha também serve para "bimar" outros tipos de informação, além de programas úteis e inúteis.

Esse recurso é bem mais ágil do que fazer a sincronização de programas entre computador de mesa e o palmtop.
(MARIJÔ ZILVETI)

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