06/03/2002
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04h11
da Folha de S.Paulo
No ano passado, os danos causados por vírus de computador chegaram a US$ 13,2 bilhões, segundo dados da Computer Economics. Duas pragas (Code Red e Nimda) responderam por US$ 3,21 bilhões do total. Os estragos levam em conta dados perdidos, lentidão e tempo que os sistemas ficaram parados, além dos custos de correção e limpeza das falhas.
Nesse mesmo ano, 90% das empresas americanas foram infectadas, apesar de 88% delas possuírem programas antivírus, segundo a revista especializada Information Security.
Atualmente, quase 59 mil pragas para PC são conhecidas, de acordo com dados da Symantec. Se observarmos o histórico desses invasores, veremos que sua atuação começou em 1986 na forma de vírus de boot, que atacavam por meio de disquetes infectados.
De lá para cá, as pragas cresceram e se diversificaram. Em 1988, surgiu o primeiro verme (vírus que se multiplica sozinho) da rede: originado na Universidade Cornell, o Morris Worm atingiu 6.000 computadores nos EUA.
Hoje, a internet é a principal via de transmissão de vírus. Boa parte das infecções chega ao PC por meio de anexos de e-mail com apelos sexuais. Esse fenômeno ganhou força a partir de 2000, com a praga "I Love You", até hoje o mais devastador vírus, que causou prejuízos de US$ 8,75 bilhões.
Um dos vírus mais recentes, o VBS/BritneyPic@MM, promete fotos da cantora Britney Spears, mas, quando executado, infecta o PC e se espalha por e-mail.
Para evitar problemas, não abra arquivos de procedência desconhecida e mantenha atualizado o programa antivírus (veja opções no quadro ao lado). O software deve possuir filtro de correio e filtro de HTML (linguagem utilizada nas páginas da rede), o que ajuda a bloquear vírus que estão contidos em sites ou e-mails e podem infectar o PC automaticamente.
Outra ferramenta essencial é a atualização automática via rede. Segundo a Network Associates, surgem em média de 8 a 12 vírus diariamente. Para os mais simples, a empresa promete vacinas automáticas em até dois minutos. Já para vírus mais complexos, como o Nimda, a cura levaria de 20 minutos a três horas. A margem de erro nas vacinas seria de 11%.
Também é importante assinar os boletins fornecidos pelas principais empresas de segurança, como a Symantec e a Network Associates (NAI), que informam via e-mail as principais ameaças.
Uma das maiores reclamações dos usuários é a perda de desempenho do micro, pois os antivírus ocupam uma quantidade considerável de memória RAM.
Nos testes realizados pela Folha, os programas Norton AntiVirus 2002 e McAfee VirusScan 6.0 consumiram respectivamente 18 e 15 Mbytes de RAM. Já o PC-cillin 2000, da Trend, e o Panda Platinum 6.0 consumiram 8 Mbytes, mesmo oferecendo tantos recursos quanto os concorrentes.
Do total de vírus conhecidos, apenas 5% (um pouco mais de 4.000) atacam a plataforma Macintosh. Segundo Roni Katz, engenheiro da NAI no Brasil, isso acontece porque o Mac OS é menos usado do que o Windows: "O pichador virtual deseja visibilidade, e não conseguiria isso atacando o Mac", ressalta.
De acordo com a Katz, a principal ameaça ao Mac são os vírus de macro, que contaminam o pacote de programas Microsoft Office e também infectam PCs.
Isso não tira a necessidade de um antivírus. O destaque fica com o Norton Internet Security 2002, que, além eliminar vírus de macro e HTML, traz um firewall embutido.
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Proteja-se das pragas para computador
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THIAGO MIO SALLAda Folha de S.Paulo
No ano passado, os danos causados por vírus de computador chegaram a US$ 13,2 bilhões, segundo dados da Computer Economics. Duas pragas (Code Red e Nimda) responderam por US$ 3,21 bilhões do total. Os estragos levam em conta dados perdidos, lentidão e tempo que os sistemas ficaram parados, além dos custos de correção e limpeza das falhas.
Nesse mesmo ano, 90% das empresas americanas foram infectadas, apesar de 88% delas possuírem programas antivírus, segundo a revista especializada Information Security.
Atualmente, quase 59 mil pragas para PC são conhecidas, de acordo com dados da Symantec. Se observarmos o histórico desses invasores, veremos que sua atuação começou em 1986 na forma de vírus de boot, que atacavam por meio de disquetes infectados.
De lá para cá, as pragas cresceram e se diversificaram. Em 1988, surgiu o primeiro verme (vírus que se multiplica sozinho) da rede: originado na Universidade Cornell, o Morris Worm atingiu 6.000 computadores nos EUA.
Hoje, a internet é a principal via de transmissão de vírus. Boa parte das infecções chega ao PC por meio de anexos de e-mail com apelos sexuais. Esse fenômeno ganhou força a partir de 2000, com a praga "I Love You", até hoje o mais devastador vírus, que causou prejuízos de US$ 8,75 bilhões.
Um dos vírus mais recentes, o VBS/BritneyPic@MM, promete fotos da cantora Britney Spears, mas, quando executado, infecta o PC e se espalha por e-mail.
Para evitar problemas, não abra arquivos de procedência desconhecida e mantenha atualizado o programa antivírus (veja opções no quadro ao lado). O software deve possuir filtro de correio e filtro de HTML (linguagem utilizada nas páginas da rede), o que ajuda a bloquear vírus que estão contidos em sites ou e-mails e podem infectar o PC automaticamente.
Outra ferramenta essencial é a atualização automática via rede. Segundo a Network Associates, surgem em média de 8 a 12 vírus diariamente. Para os mais simples, a empresa promete vacinas automáticas em até dois minutos. Já para vírus mais complexos, como o Nimda, a cura levaria de 20 minutos a três horas. A margem de erro nas vacinas seria de 11%.
Também é importante assinar os boletins fornecidos pelas principais empresas de segurança, como a Symantec e a Network Associates (NAI), que informam via e-mail as principais ameaças.
Uma das maiores reclamações dos usuários é a perda de desempenho do micro, pois os antivírus ocupam uma quantidade considerável de memória RAM.
Nos testes realizados pela Folha, os programas Norton AntiVirus 2002 e McAfee VirusScan 6.0 consumiram respectivamente 18 e 15 Mbytes de RAM. Já o PC-cillin 2000, da Trend, e o Panda Platinum 6.0 consumiram 8 Mbytes, mesmo oferecendo tantos recursos quanto os concorrentes.
Do total de vírus conhecidos, apenas 5% (um pouco mais de 4.000) atacam a plataforma Macintosh. Segundo Roni Katz, engenheiro da NAI no Brasil, isso acontece porque o Mac OS é menos usado do que o Windows: "O pichador virtual deseja visibilidade, e não conseguiria isso atacando o Mac", ressalta.
De acordo com a Katz, a principal ameaça ao Mac são os vírus de macro, que contaminam o pacote de programas Microsoft Office e também infectam PCs.
Isso não tira a necessidade de um antivírus. O destaque fica com o Norton Internet Security 2002, que, além eliminar vírus de macro e HTML, traz um firewall embutido.
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