03/04/2002
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03h57
especial para a Folha
Os notebooks atingiram a maturidade e hoje podem ser usados no lugar de PCs de mesa.
O problema é que, por causa do preço, essas máquinas ainda são meros objetos de desejo para muitos. Custam caro, não menos do que o dobro ou o triplo do preço de um micro de mesa com características semelhantes.
Por outro lado, oferecem a mobilidade e a praticidade de poderem ser usados em qualquer lugar: no escritório, em casa e no avião. Quem é viciado em trabalho pode transportá-los para uma barraca de camping ou até para a praia (o que é uma pena).
Mas, se a rotina do usuário é composta por muitas horas de trabalho no escritório e outras tantas em casa acessando a internet e detonando games, um micro portátil talvez não seja a melhor opção. Embora as atividades do escritório e o acesso à internet sejam perfeitamente compatíveis com os portáteis, seu uso para jogos não é tão recomendado.
Isso porque os games exigem placas de vídeo cada vez mais possantes, e os notebooks não permitem trocar a placa de vídeo como é possível fazer com os micros de mesa (desktops). Outra diferença está no disco rígido: enquanto as máquinas de mesa têm discos que giram a 5.400 ou 7.200 RPM (rotações por minuto), os portáteis geralmente estão limitados a 4.200 RPM por questões de ventilação e de economia de energia. Essa diferença ajuda a torná-los mais lentos do que os desktops e pode prejudicar aplicações como a captura de vídeo digital.
Enquanto o PC caseiro é concebido para ficar ligado o tempo inteiro, o notebook não foi planejado para isso. Embora não haja problema em usá-lo por muitas horas de vez em quando, você estará trabalhando no limite da capacidade da máquina.
José Antônio Ramalho é consultor de informática e tem 85 livros publicados sobre o assunto
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Notebook pode substituir micro de mesa
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JOSÉ ANTÔNIO RAMALHOespecial para a Folha
Os notebooks atingiram a maturidade e hoje podem ser usados no lugar de PCs de mesa.
O problema é que, por causa do preço, essas máquinas ainda são meros objetos de desejo para muitos. Custam caro, não menos do que o dobro ou o triplo do preço de um micro de mesa com características semelhantes.
Por outro lado, oferecem a mobilidade e a praticidade de poderem ser usados em qualquer lugar: no escritório, em casa e no avião. Quem é viciado em trabalho pode transportá-los para uma barraca de camping ou até para a praia (o que é uma pena).
Mas, se a rotina do usuário é composta por muitas horas de trabalho no escritório e outras tantas em casa acessando a internet e detonando games, um micro portátil talvez não seja a melhor opção. Embora as atividades do escritório e o acesso à internet sejam perfeitamente compatíveis com os portáteis, seu uso para jogos não é tão recomendado.
Isso porque os games exigem placas de vídeo cada vez mais possantes, e os notebooks não permitem trocar a placa de vídeo como é possível fazer com os micros de mesa (desktops). Outra diferença está no disco rígido: enquanto as máquinas de mesa têm discos que giram a 5.400 ou 7.200 RPM (rotações por minuto), os portáteis geralmente estão limitados a 4.200 RPM por questões de ventilação e de economia de energia. Essa diferença ajuda a torná-los mais lentos do que os desktops e pode prejudicar aplicações como a captura de vídeo digital.
Enquanto o PC caseiro é concebido para ficar ligado o tempo inteiro, o notebook não foi planejado para isso. Embora não haja problema em usá-lo por muitas horas de vez em quando, você estará trabalhando no limite da capacidade da máquina.
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