da Livraria da Folha
Em 7 de julho de 1990 morria Cazuza. O cantor estava em tratamento alternativo desde outubro de 1989 e foi internado em Boston até março antes de sua morte.
| Avani Stein - 13.nov.1985/Folha Imagem |
![]() |
| Cantor e compositor Cazuza em 1985, antes de revelar ser soropositivo em entrevista |
O roqueiro foi um adolescente rebelde, que chocou a família sendo preso diversas vezes por porte e uso de drogas e ao revelar ser bissexual. Sem conseguir descobrir sua vocação na vida, foi somente ao se formar no grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" que percebeu que sua vida era cantar.
Em 1981, chegou ao ensaio de Roberto Frejat, Dé, Maurício Barros e Guto Goffi, enviado por Léo Jaime. Os quatro rapazes precisavam de um vocalista para a sua banda e a voz gritada do jovem agradou imediatamente. Após a entrada de Cazuza no "Barão Vermelho", a banda deixou de fazer covers e passou a tocar composições próprias.
No ano seguinte, produtores convenceram João Araújo, pai de Cazuza e presidente da Som Livre, a lançar o grupo profissionalmente. O álbum de estreia teve boa recepção no mundo artístico, tendo diversas canções incluídas em repertórios.
A carreira solo começa em 1985, a qual lançaria os maiores clássicos do cantor. "Exagerado", "Ideologia" e "Codinome Beija-Flor" são desta época. Ao lançamento de seu primeiro disco, ele já sabia ter contraído o vírus da Aids, o que marcaria sua vida profissional até a sua morte.
| Divulgação |
|
| Livro mostra elo entre mãe e filho nos melhores e piores momentos |
Sua mãe, Lucinha Araújo deu um depoimento a Regina Echeverria sobre todos os fatos que marcaram a vida de seu único filho. As histórias deram origem ao livro "Cazuza - Só as Mães São Felizes" que foi utilizado por Sandra Werneck ao fazer sua cinebiografia.
Quatro anos depois, a parceria de sucesso entre Lucinha e Regina publicou mais um livro. "Cazuza - Preciso Dizer que te Amo", reúne 205 letras e poesias, entre elas, 78 letras que nunca haviam sido publicadas. A pesquisa foi feita durante um ano pela mãe do cantor no material deixado por Cazuza.
Comentada por parceiros e amigos, mostra a trajetória do músico através de suas produções desde o tempo de "Barão Vermelho". Além disso, faz um registro detalhado de todas as regravações feitas por grandes nomes da MPB e artistas internacionais.
A história da banda que daria origem ao sucesso de Cazuza, é contada por Guto Goffi, o baterista da primeira formação, em "Barão Vermelho - Por que a Gente é Assim". Dos primeiros shows, quando os cinco integrantes ainda mal se conheciam, ao sucesso após o lançamento dos discos, o livro retrata este marco do rock nacional e traz um CD com gravações inéditas das músicas com as letras originais.