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09/08/2010 - 14h22

Em livro, repórter conta como terremoto no Haiti abalou estabilização social do país

da Livraria da Folha

Divulgação
Ao longo de 12 dias, Alvarez enviou relatos diários sobre a catástrofe
Ao longo de 12 dias, Alvarez enviou relatos diários sobre a catástrofe

Na tarde de 12 de janeiro de 2010, a pauta do jornalista Rodrigo Alvarez, correspondente da TV Globo em Nova York, mudou. Em vez de partir para o Alasca, o repórter foi convocado para mergulhar no inferno pelo qual o Haiti passava.

A experiência é descrita por ele no livro-reportagem "Haiti, Depois do Inferno", lançado neste mês pela Editora Globo. Por 12 dias, ele enviou os relatos diários sobre o caos que se instaurou naquele país após o terremoto de 7 graus na escala Richter.

Alvarez acompanhou os trabalhos de resgate de sobreviventes em meio aos escombros, o drama do desabastecimento de água e comida, entre outras precariedades locais. O autor contextualiza seus relatos com a história do Haiti, marcado por 500 anos de conflitos sangrentos e tensões sociais que vitimaram a população.

O terremoto de 12 de janeiro transformou em tragédia o trabalho de pacificação e estabilização social no país, encampado pela missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) liderada por brasileiros desde 2004.

O jornalista participou de grandes coberturas jornalísticas, como as eleições presidenciais norte-americanas que levaram Barack Obama ao poder (mote do livro "No País de Obama"), o massacre na Universidade Virginia Tech e os 30 anos da Guerra do Vietnã.