Folha.com

Notícias

Assine a Folha

Livraria da Folha

22/08/2010 - 22h02

Governar é um impossível para Freud, e livro analisa tema em texto revelador

da Livraria da Folha

Divulgação
Elementos comuns e inconscientes surpreendem em obra psicanalítica
Elementos comuns e inconscientes surpreendem em obra psicanalítica

Analisar, educar e governar são três profissões impossíveis, sugeriu em seus escritos o psicanalista Sigmund Freud. A afirmativa bem conhecida entre os profissionais do assunto, também serve para ilustrar o começo do livro "Política e Psicanálise", de Ricardo Goldenberg, que se propõe a estudar um desses tópicos.

Siga a Livraria da Folha no Twitter
Siga a Livraria da Folha no Twitter

Política não foi o tema de maior interesse de estudo de Freud, no entanto, alguns de seus escritos rascunham sobre as manifestações do inconsciente e as consequências na ordem geral. Vale lembrar que Freud era judeu, e assim como muitos de seus companheiros, foi vítima das maluquices do ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

A obra busca traçar um paralelo entre os dois campos e mostrar como a relação de ambas é mais próxima do que parece. Grosso modo é entender que por meio da análise das palavras e da imagem de um político, é possível encontrar nos atos falhos sinais de mentira, insegurança, contradição e outros adjetivos tão relacionados a eles.

Com o estudo do inconsciente de um líder, se chega a compreender as manipulações possíveis para acarretar tantos seguidores. Para embasar o estudo, o autor volta no tempo e resgata nas leituras gregas os primeiros diálogos entre as práticas terapêuticas e políticas.

"Com efeito, se no passado o político era da ordem do divino ou do mágico, no presente é confiado às decisões técnicas dos peritos da probabilidade ou entregue nas mãos de místicas personalidades carismáticas", comenta Goldenberg.