da Livraria da Folha
Ele cantou que tudo do que precisamos é amor. Pediu ajuda e apenas quis segurar a sua mão. Imaginou um mundo de igualdade, onde todos viviam em paz. Tudo com uma pequena ajuda de seus amigos.
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| Britânicos de Liverpool, os Beatles conquistaram fãs no mundo todo com as canções escritas pela dupla Paul McCartney e John Lennon |
As canções de John Lennon, em sua maioria escritas em parceria com Paul McCartney, ficaram para a história da música. As letras continuam sendo repetidas e regravadas, mesmo após o fim da banda em 1970.
Os Beatles marcaram época e mudaram o cenário musical, além do comportamento dos roqueiros. Por onde passavam, garotas se descabelavam e inventavam milhares de artifícios para chegar perto, e até passar a noite com um deles. A beatlemania atingiu o mundo todo, fazendo Lennon declarar que eles eram "mais populares do que Jesus".
Líder do grupo de Liverpool, John era chamado de o Beatle esperto. Aos poucos, as letras que falavam de amor foram substituídas pelo seu engajamento contra a Guerra do Vietnã e a favor da contracultura. Muitos fãs apontam que Yoko Ono, sua segunda esposa, foi a causa das brigas que levaram ao fim da banda.
Juntos, conquistaram o primeiro lugar de diferentes paradas musicais e venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer artista local. A última apresentação, o concerto "Let it Be", ficou famoso por acontecer no telhado da Apple Records, em 30 de janeiro de 1969.
Os locais que frequentaram tornaram-se pontos turísticos. Na Inglaterra há o "Magical Mistery Tour", passeio que leva os fãs e turistas a todos o lugares que representam algo. A Abbey Road e o estúdio local, o pub Cavern Club, o cruzamento Penny Lane, os portões do Strawberry Field, e outros lugares.
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| Yoko Ono ainda é acusada por fãs de ter sido o pivô da separação e brigas da banda |
Teorias da conspiração permeiam sua história. Algumas pessoas analisam músicas e capas de LP's tentando descobrir a "verdade" escondida. Uma delas diz que Paul morreu e foi substituído por um sósia, outra que apenas ele sobreviveu e os outros foram trocados.
Mistérios à parte, John Lennon completaria 70 anos neste sábado, se não tivesse sido assassinado em 8 de dezembro de 1980, em Nova York. O músico voltava para o seu apartamento, em frente ao Central Park, quando Mark David Chapman, o abordou pedindo um autógrafo. Ele deu cinco tiros no ídolo que morreu por perda de sangue.
Chapman esperou a polícia chegar ao local, segurando um exemplar de "O Apanhador no Campo de Centeio". Em seu julgamento alegou ter lido uma mensagem para matar Lennon na obra de J.D. Salinger.