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28/10/2010 - 15h05

Saiba como manter seu filho longe das drogas

colaboração para a Livraria da Folha

Filhos não vêm com manual de instrução. E o desafio de educá-los é hoje uma tarefa difícil. Numa época em que reina a falta de limites e os jovens são vistos como irresponsáveis, o diálogo entre pais e filhos é fundamental, segundo a psicóloga Elizabeth Monteiro. Em "Criando adolescentes em tempos difíceis", ela ensina os pais sobre a necessidade de proteger os filhos de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar a autonomia deles.

Não há fórmulas mágicas. "Os limites devem ser dados de forma lúdica, afetiva e firme ao mesmo tempo. A firmeza não exclui a delicadeza. Colocar limites é uma maneira de preservar o vínculo afetivo, tão necessário ao estabelecimento de uma relação de confiança entre pais e filhos", aconselha a autora.

De acordo com ela, dialogar com filho demanda tempo, interesse, conhecimento, amor e paciência. "Andam dizendo por aí que os filhos perderam o respeito pelos pais. Isso é uma grande verdade. Mas o que não dizem é que esses pais são os que primeiro tratam seus filhos com falta de carinho, aceitação e respeito. As crianças aprendem aquilo que vivem", afirma Elizabeth Monteiro.

Ela recomenda que os pais respeitem os gostos dos jovens. "Deixe seu filho se vestir do jeito dele.Ache bonito que ele esteja em casa ouvindo música com volume alto - dê graças a Deus que ele esteja fazendo isso em vez de estar em uma rave se entupindo de ecstasy", ensina. "Aliás, se uma pessoa tem a autoestima elevada, raramente se envolverá com drogas, porque ama seu corpo e a vida que leva e, o mais importante, sabe que é amada", comenta a autora.

Divulgação
Psicóloga ensina como educar adolescentes atuais
Psicóloga ensina como educar adolescentes atuais

Diálogo é prevenção mais eficaz contra o uso de drogas. "Geralmente, os pais começam a perceber que os filhos estão usando drogas apenas um ano e meio após o início do hábito, o que já é um pouco tarde para começar a falar do assunto, você não acha? Esse tema deve ser tratado com muita antecedência", adverte.

No livro, ela cita uma pesquisa feita pela Associação Parceria Contra as Drogas, uma ONG sem fins lucrativos mantida por empresários brasileiros, e o Ibope, com 700 jovens em cinco capitais brasileiras com idades entre nove e 21 anos, de todas as classes sociais, que mostrou que os pais são as pessoas mais indicadas para conversar sobre o assunto, na seguinte ordem: mãe (63%), pai (52%), seguidos pelos amigos (30%).

Se seu filho teve alguma experiência com entorpecentes, não faço disso uma tragédia. "Hoje em dia, é comum que os jovens experimentem uma droga ou outra, o que não significa que sejam usuários, A maioria experimenta por curiosidade. O que determina seu uso patológico é um diagnóstico adequado", afirma Elizabeth Monteiro.

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"Criando adolescentes em tempos difíceis"
Autora: Elisabeth Monteiro
Editora: Summus Editorial
Páginas: 174
Quanto: R$ 31,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha