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06/10/2009
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17h41
"O Coração às Vezes Pára de Bater" vira filme; autora fala de depressão
SÉRGIO RIPARDO Inspirado no livro "O Coração às Vezes Pára de Bater", de Adriana Lisboa, o curta homônimo encerra, na noite desta terça-feira (6), sua participação no Festival do Rio. A produção, dirigida por Maria Camargo, será exibida às 22h10 na Estação Vivo Gávea 3 (rua. Marquês de São Vicente, 52, Gávea). O elenco traz Gabriel Sitchin, Júlia Bernat e Pedro Gonçalves. O curta tem 17 minutos e mostra a história de Rafael, 15, um adolescente como muitos outros, até que o skate que ganha da namorada muda o rumo de sua história. Ele sofre uma perda, que o impulsiona a pensar sobre os sentidos da sua vida, sobre aquilo que espera do mundo e de si mesmo.
A autora do livro, que tem o blog Caquis Caídos (caquiscaidos.blogspot.com), comenta sobre a depressão no mundo juvenil. * Livraria da Folha - Como você vê a depressão no mundo dos meninos? Adriana Lisboa- A história e o filme que a Maria Camargo fez a partir dela são a antítese da depressão. O menino sofre uma perda. Entra em contato com a dor da existência, entristece, e aí pensa sobre isso. E essa reflexão é um alimento para ele: faz com que ele cresça, fique mais vivo. Não creio que jamais fique deprimido. Porque a reflexão -e especialmente a reflexão pela palavra, que é o que ele faz, é vida e não morte. Livraria da Folha - O mundo da internet melhora ou piora a depressão? Adriana Lisboa- Pode piorar, se os meninos se isolam diante do computador e não têm mais contato com a vida real. Mas pode ser um estímulo, se usam a internet para pensar, para criar, o que não é incomum. Mas no nosso caso a internet não é um elemento. No livro, o adolescente escreve no computador, mas sem referências à internet. No filme, acaba sendo em folha de caderno mesmo. Não é nem de longe o post de um blog, porque não é pra mostrar pra ninguém -ao contrário. O bacana é que se trata de uma conversa dele com ele mesmo.
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