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20/10/2009
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20h22
Entenda influência de John Dewey na pedagogia, nos 150 anos de seu nascimentoda Livraria da Folha
Em 20 de outubro de 1959, há exatos 150 anos, nascia o filósofo John Dewey, um dos maiores pedagogos norte-americanos. Dewey foi um dos pioneiros em psicologia funcional e principal nome de uma corrente filosófica que ficou conhecida como pragmatismo ou instrumentalismo, uma vez que para essa escola as ideias só têm importância quando servem de instrumento para a resolução de problemas reais. O filósofo também defendia a educação progressiva, na qual o objetivo é educar a criança como um todo, visando seu crescimento físico, emocional e intelectual. Dewey defendia a ideia de que os alunos fixavam melhor os ensinamentos quando realizavam tarefas associadas ao conteúdo que fora ensinado. Foi assim que as atividades manuais e criativas ganharam espaço no currículo escolar e os alunos foram estimulados a experimentar e desenvolver seus próprios pensamentos. Desta forma, a democracia e liberdade de expressão ganharam peso, por permitirem o maior desenvolvimento dos indivíduos. Ele considerava a ambos como instrumentos essenciais para a manutenção emocional e intelectual das crianças.
Seus pensamentos perpetuam até os dias de hoje e podem ser encontrados em vários livros que ele mesmo escreveu ou que escreveram acerca de seus pensamentos. Um dos livros que o autor escreveu e que foi traduzido para o português é "Democracia e Educação" (Editora Ática, 2007), onde Dewey desenvolve suas teses inovadoras sobre a filosofia, o pensamento reflexivo e a escola como instrumento de transformação social. Para o filósofo, a educação, a filosofia e a ordem social constituem um todo indissociável, não sendo possível, portanto, superar as mazelas de uma sem promover alterações radicais em outra. Em "John Dewey - A Utopia Democrática" (Lamparina Editora, 2001), o autor, Marcus Vinicius da Cunha, que é professor da Universidade de São Paulo, aborda os assuntos políticos e educacionais em sintonia com temas da atualidade, como o neoliberalismo e a educação baseada no pensamento reflexivo de Dewey. O leitor encontrará, portanto, uma acurada análise das concepções políticas deweyanas em torno da idéia de democracia, aqui caracterizada segundo o conceito mannheimiano de utopia: uma formulação que transcende o presente e mobiliza para a transformação da sociedade. Exemplo contribuição do filósofo norte-americano também do campo artístico, o livro "John Dewey e o Ensino da Arte no Brasil" (Cortez Editora, 2001), traz uma palestra de Dewey dirigida a professores de arte e trabalhos industriais. A obra é um belo exemplo da visão do filósofo sobre a importância da arte no desenvolvimento humano.
Autor: John Dewey "John Dewey - A Utopia Democrática"
Autor: Marcus Vinicius da Cunha "John Dewey e o Ensino da Arte no Brasil"
Autor: Ana Mae Barboza |
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