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06/11/2009
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15h02
Entenda por que a obra de Félix Luna marcou a historiografia argentinada Livraria da Folha Com uma prosa atraente, o argentino Félix Blas Luna deixou suas pegadas na história do seu país. Ele morreu ontem, aos 84 anos, vítima de uma grave e prolongada doença. Além de ter-se notabilizado como um dos mais importantes historiadores da Argentina e pioneiro no modo de interpretação textual e historiográfica, ele registrou os meandros das gerações de argentinos.
Historiador, advogado e professor. Era também compositor de folclore local. Escreveu com o músico Ariel Ramírez os versos das obras "Misa Criolla", "Cantata Sudamericana y Mujeres Argentinas", entre outras. Com mais de 25 livros publicados, a maioria best-sellers, apenas "Breve História dos Argentinos" foi publicado no Brasil, pela editora Quartet, mas encontra-se esgotado. Em 1954, escreveu "Yrigoyen", no qual conta como foi torturado em um destacamento policial durante o peronismo. No governo de Frondizi (1958-1982), Luna foi conselheiro das embaixadas argentinas na Suíça e no Uruguai, e chefe de Gabinete do Ministério de Relações Exteriores. Em plena ditadura militar de Juan Carlos Onganía, em 1967, o historiador fundou a revista "Todo Es Historia" ("Tudo É História"). "El 45" --que conta a mobilização que coroou como líder Juan Domingo Perón em 17 de outubro de 1945-- e "Soy Roca" --no qual utiliza recursos de ficção para relatar em primeira pessoa a vida do polêmico presidente Julio Argentino Roca-- são suas obras mais conhecidas. O historiador escreveu artigos em vários periódicos entre os anos de 1977 e 1982, período marcado pelos militares em solo argentino. Chegou a conduzir um programa de rádio a partir de 1983, com o retorno da democracia. No governo de Raúl Alfonsín, como secretário de Cultura de Buenos Aires, Luna popularizou a entrada dos concertos gratuitos ao ar livre. O historiador recebeu honrarias na Argentina e nos governos da França, Chile e Brasil, onde recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul. Há dois dias, Luna havia sido premiado pela Legislatura da Cidade de Buenos Aires. |
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