Refém na Áustria
Homem confessa ter mantido filha presa por 24 anos na Áustria
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Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
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Foi extamanete isso que ouvi de um advogado ...
Deveriamos criar oque pra melhorarmos a casta advocaticia !? Ela e' responsavel por essas hipocrisia social.
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A mídia "descobre" um caso, entre centenas de casos. No Brasil há demasiados casos semelhantes dos quais nunca saberemos. Pais que abusam de filhos, crianças que sofrem das mais variadas violências.
No caso da Áustria, como citou Vera Lúcia, os filhos jamais tiveram acesso à escola, ao médico, ao dentista ao parque, ao zoológico.
Oras, pra quê tanta perplexidade?Aqui no Brasil há 50 mil casos de crianças que trabalham em condições análogas ao de escravos. Temos milhares de crianças que nunca tiveram acesso ao dentista, ao médico. Temos centenas de casos de crianças que nunca tiveram acesso à escola. Inclusive encontramos com elas muitas vezes nas ruas diariamente.
Bom, mas isso aqui virou banalizou demais e hoje já é algo "comum'.
É exatamente esta a intenção de nossa mídia brasileira.: provocar o "horror' com acontecimentos como esse e banalizar os casos mais graves, com maiores proporções, que paulatinamente destroem a sociedade brasileira.
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Infelizmente, o caso de Elisabeth não cabe como exemplo para a imprensa brasileira. Ou melhor, cabe de exemplo para a imprensa em qualquer lugar do mundo.
Pelo que li, Elisabeth não pode ficar junto à filha enferma - o que poderia ajudar a menina em sua recuperação -, assim como os filhos criados no cativeiro ainda não puderam fazer passeios de adptação à luz natural por causa dos fotógrafos disfarçados de policiais, montados em árvores, atrás do click inédito de seu sofrimento. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u398484.shtml), entre outras notícias a respeito, envolvendo equipes de televisão. A polícia austríaca decidiu prendê-los, o que considero justíssimo! E as fotos de uma de suas filhas, menor de idade, que vivia na parte "solar", expostas na imprensa?
E o "turismo" à casa?
Pessoalmente, não penso que seja uma característica da imprensa brasileira, mas uma questão de consciência e humanidade que as pessoas têm ou não, em qualquer lugar do mundo. Essa triste história deixa mais claro o quanto muitos de nós temos pequenos monstros internos. A diferença é alguns o liberam mais, outros menos. Criticam o sofrimento que o canalha (não quer ser chamado de monstro? Canalha pode?) impôs a Elisabeth e seus filhos. Explorar esse sofrimento também não é um ato monstruoso?
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Talvez seja o caso de se criar uma nova classificação de doença mental, já que este ser não classifica em nenhuma.
É muito cômodo taxar qualquer crime como problema psicológico ou mental.
Esquizofrênico ele não é, visto que, segundo informações da imprensa, planejou o cativeiro com muita antecedência. Ou seja, lidava bem e com método com a realidade. Provas disso estão cheias: as cartas mentirosas, as ameaças. Isso para não falar dos atos em si. Para "livrar a filha das drogas" ele se permitiu viver seu "vício".
A "doença" que mais se aproximaria seria a psicopatia, na qual ele também não se enquadra, pois existe a ausência total de culpa nesses casos, o que não se aplica aí.
Ou essa seria apenas a estratégia do advogado, já que o que sabemos é que ele não demonstrou culpa quando foi preso? Não é interessante que essa culpa e arrependimento só venham depois do advogado entrar na história?
A lógica desta coisa que tem aparência de ser humano é de uma inteligência e dissimulação impressionantes. Se não fosse por ele, a filha/neta não teria recebido atendimento médico? Ou se não fosse por ele, ela, sua mãe e seus irmãos não teriam chegado a tal ponto de degradação humana?
Se fosse um monstro poderia tê-los matado. E como continuaria com seu "brinquedinho de Deus?"
Lastimável que existam pessoas que tentem justificar os atos deste MONSTRO!
Triste, muito triste!
Que essa moça consiga ser cada vez mais forte, por ela e por seus filhos.
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Alguns alegam que Fritzl não é um "monstro" ou não é tão "mau sujeito assim". Afinal foi capaz de "gestos nobres" como alimentar a família e levar a menina mais velha para o hospital!
Claro que ele alimentaria a família, afinal se morressem de fome a sua brincadeirinha de Deus-tirano perderia a graça! E esperou a filha-neta ficar a beira da morte para procurar ajuda médica.
Parem e pensem! O cara aprisionou e engravidou a própria filha! Além da questão moral, ainda temos a questão física, filhos de incesto têm grandes chances de nascer com doenças genéticas. Três dos filhos jamais haviam saído do porão, ou seja, nunca foram à escola, ao médico, ao dentista, ao zoológico, ao parque, nunca tiveram a chance de ter amigos, namorar ou sonhar com uma profissão e provavelmente carregarão seqüelas físicas e psicologias para o resto da vida.
Se Josef Fritzl não é um monstro, eu sinceramente não consigo imaginar como seria um, não podemos nos iludir com pequenos gestos, precisamos analisar a história como um todo.
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Ora pois, alguém que, apesar de toda a crueldade feita, se preocupa em manter um de seus filhos vivos mesmo que isto ponha tudo a perder, que se preocupa em instalar um sistema para caso ele morresse a porta se abrisse (para que os cativos não morressem de fome), enfim alguém que apesar de suas maldades, se preocupa com a vida e o conforto (construiu uma casa inteira no subsolo) dos cativos pode simplesmente ser chamado de monstro? Não. E quem simplesmente o chama de monstro é movido por um sentimento superficial de revolta.
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Fritzl não quer ser visto como monstro. E nem pode. Ele não tem síndrome de monstro. Ele quer ser visto (e tem síndrome) de Deus, de senhor da vida e da morte. Sim, é isso que transparece em suas palavras e em sua ação. "Poderia ter matado e não o fiz." Poderia ter deixado viver, igualmente, e não o fez!
Alguns pensavam que o mundo é um sopro de Deus, ou respiro de Deus. E que se Deus parasse de respirar, o mundo acabaria junto com ele. Mais uma vez, aí aparece a onipotência de Fritzl. Sim... Todos - sua filha sistematicamente violentada e os filhos que estavam com ela no submundo, no limbo, no inferno, dependiam da respiração desse deus. Se ele morresse, todos podemos imaginar as pessoas do submundo (filha e filhos) definhando dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. Pois ele comprava comida e água diariamente. Todos iriam morrer porque ninguém iria escutar, como não escutaram por mais de duas décadas. Morrendo na solidão, na luz artificial, sem comida, sem água.
Na seqüência, podemos chamar algum diretor de filme de terror para ilustrar as cenas finais, no estilo "Faces da Morte" ou "Jogos Mortais", ou "Sobreviventes dos Andes", ou... Imaginação não falta, como não faltam imaginação e argumentos para aqueles que, conscientes de seu "poder", de sua integridade garantida por lei, afrontam a razão e o sentimento dos demais.
Nietzsche dizia: "Quem convive com monstros deve velar para que, também ele, não se transforme em monstro."
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criou deus à sua imagem e semelhança... Deus é apenas uma extensão daquilo que julgamos o ideal... Cada religião neste planeta, possue deuses que se refletem os conceitos sociais so grupo. No cristianismo o deus e o Jesus de cada denominação, tem uma maneira peculiar de interpretar o homem e suas ações. Mas voltando ao caso desse ser abjeto chamado Josef Fritzl, a pena de morte é o minimo que se faria como justiça de algo que nunca poderá ser reparável. E acredito que a esposa desse monstro deveria ser investigada pois me parece inverossímel dizer que não sabia de nada.
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Não, não sou crente/cristão nem ateu. (sim, tenho opinião formada) e não vou alinhar-me com essas idéias velhas de que Angela usou o nome de Deus em vão! Foi uma arroubo de linguagem!
Aproveito a deixa e posto aqui minha sugestão (transferindo o problema da Austria para cá, e guardando as proporções): já pensou se a gente aproveita toda a parafernália que a polícia de SP usou para o caso da menina jogada do sexto andar e aplica linearmente, só um pouquinho, nesse Brasil todo?? É muito homem (sentido universal da palavra) que iria pensar duas vezes em fazer besteira!
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